Segundo Eduardo, os primeiros contatos aconteceram ainda no final do ano passado e o acerto foi concluído no início de janeiro. O treinador destacou a participação do vice-presidente da Liga Robson Durval nas tratativas e revelou que chegou a Barrocas inicialmente para conhecer pessoalmente os dirigentes e a estrutura, mas acabou praticamente apresentado no mesmo dia. “A conversa fluiu de uma forma tão rápida que não levou dois dias e já estávamos definidos”, contou. “Realmente foi em janeiro que a gente decidiu que viria para Barrocas, para esse grande desafio.”
Uma das condições apresentadas durante as conversas foi a intenção da direção de proporcionar estrutura para a formação de uma equipe competitiva. Eduardo recordou uma frase de Robson que marcou a negociação: “Eu não vou medir esforços para que a gente possa montar um bom time”. Para o treinador, a declaração não se limitava ao aspecto financeiro. “Naquele momento eu entendia que era ter uma boa estrutura, boa condição de trabalho, uma boa comissão técnica. […] Eu entendi que ele estava dizendo: me ajude e vamos montar esse elenco juntos.”
A montagem do grupo começou pela avaliação dos jogadores do próprio município. Eduardo explicou que, antes de buscar reforços como Acácio e Kailan, procurou saber quais atletas de Barrocas tinham condições de integrar a seleção. “A primeira coisa que eu perguntei a Robson na época foi: quem de Barrocas tem condições de fazer parte?”, afirmou. A partir das indicações e avaliações dos jogadores locais, comissão técnica e direção passaram a buscar atletas de outras cidades para completar o elenco.
Outro ponto levado em consideração foi a regra dos oito atletas acima da faixa etária estabelecida para a competição. A ideia, segundo Mendes, era utilizar essas vagas para formar o “esqueleto” da equipe, priorizando jogadores experientes e com capacidade de disputar a titularidade. Também houve atenção especial a atletas que conhecem o futebol da região e os possíveis adversários. “O primeiro critério é saber quem são os oito que nós precisamos montar nesse esqueleto”, explicou. “Começamos a entender, principalmente, atletas da região […] para que a gente realmente pudesse montar um time forte.”
@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

Sem comentários:
Enviar um comentário