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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Empresa chinesa hasteia bandeira e sinaliza transição na mineração da Fazenda Brasileiro, em Barrocas

Segundo a fonte do JNV a empresa assumiu a operação no dia 23 de janeiro
A transição no controle da mineração de ouro em solo barroquense avança e já se torna visível. A bandeira da China foi hasteada nas instalações da mina Fazenda Brasileiro, localizada no povoado de Brasileiro, zona rural de Barrocas, sinalizando o início prático do processo de mudança anunciado anteriormente com a venda das operações da canadense Equinox Gold para a empresa chinesa CMOC Group Limited.

O hasteamento da bandeira ocorre após a Equinox Gold firmar acordo avaliado em aproximadamente US$ 1,015 bilhão para vender 100% de seus ativos no Brasil ao grupo chinês. A negociação envolve, além da Fazenda Brasileiro, as minas de Santa Luz, também na Bahia, Aurizona, no Maranhão, e Riacho dos Machados, em Minas Gerais. O pagamento prevê US$ 900 milhões em dinheiro, com valores adicionais condicionados ao desempenho das operações.

Segundo informações divulgadas anteriormente por veículos especializados, a conclusão do negócio está prevista para o primeiro trimestre de 2026, dependendo ainda da aprovação dos órgãos reguladores brasileiros. Mesmo assim, a presença simbólica da bandeira chinesa reforça a percepção de que o processo de transição já está em curso dentro da operação local.

Segundo a fonte do JNV, antes da mudança a bandeira que flamulava ao lado das bandeiras da Bahia e do Brasil era a do Canadá
Em Barrocas, a mudança desperta atenção especial por se tratar de uma das principais atividades econômicas do município. A mineração de ouro impacta diretamente a geração de empregos, a arrecadação e a dinâmica social da cidade, fazendo com que cada alteração no comando da empresa seja acompanhada de expectativas e questionamentos por parte da população.

A mina Fazenda Brasileiro opera desde a década de 1980 e já esteve sob controle de diferentes grupos ao longo dos anos, como Vale do Rio Doce, Yamana Gold, Brio Gold e, mais recentemente, Equinox Gold. Esse histórico de sucessivas transições sempre foi marcado por períodos de esperança e apreensão entre trabalhadores e moradores da região.

Com a chegada de um novo controlador estrangeiro, voltam ao debate temas recorrentes na comunidade barroquense, como a valorização da mão de obra local, o número de vagas destinadas aos moradores do município e a relação institucional da empresa com a cidade. O Jornal A Nossa Voz seguirá acompanhando os desdobramentos da transição e os impactos da nova fase da mineração em Barrocas.

@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

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