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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Audiência pública debate ataques de cães a criações na zona rural de Barrocas

Audiência aconteceu na Câmara de Vereadores - Fotos Niely Queiroz
Os frequentes ataques de cães a animais de criação na zona rural de Barrocas levaram agricultores, criadores e representantes do poder público a se reunirem, na manhã desta quarta-feira (19), em uma audiência pública na Câmara Municipal. Vereadores, Secretários Municipais, representantes do Consisal, Polícia Militar e Guarda Municipal também participaram. A iniciativa do secretário de Agricultura, Robenildo Brito, busca discutir alternativas para enfrentar um problema que se intensificou nos últimos meses, principalmente em julho, com dezenas de ovelhas atacadas e mortas. 

Na abertura da audiência, Robenildo Brito falou da complexidade do problema e defendeu que o município avance na construção de medidas. Ele lembrou que os prejuízos  tem levado agricultores a deixarem de criar; "...relatos de desistência de agricultores, de produtores que deixaram de produzir por conta dos inúmeros ataques, e que tem afetado diretamente a renda das famílias e consequentemente do município", lamentou. Robenildo sugeriu que medidas sejam tomadas, pois segundo ele trata-se que questão de segurança pública; "não é só castração que vai resolver, não é só pastor maremano que vai resolver, não é só a microchipagem que resolve, mais todas as ações possíveis", afirmou em parte da sua fala. 

Secretário Robenildo Brito disse que os ataques são "questão de segurança pública"
O presidente da Câmara, Evandro Mota, também se manifestou e fez questão de abordar o assunto a partir da experiência de sua própria família. “Hoje eu quero falar como filho de agricultor, não como vereador, não como presidente desta Casa. Meu pai criava entre 60 e 70, de uma vez só atacou 25”, relembrou. Evandro relembrou o período em que seu pai teve perdas provocadas por ataques, situação que, segundo ele, contribuiu para desestimular a continuidade da atividade. “Eu pedi a meu pai que parasse de criar, ele parou mais foi sofrimento (...) Eu quero que a gente ache a solução”, declarou.

Durante a audiência criadores tiveram espaço para relatar experiências e prejuízos provocados pelos ataques. Os depoimentos reforçaram a preocupação com a continuidade das criações no município, principalmente diante da insegurança de investir na atividade e perder animais. Evandro também ressaltou a dificuldade enfrentada por quem permanece produzindo na zona rural e manifestou esperança de que a discussão resulte em medidas concretas.

Agricultores e servidores municipais compareceram ao evento
O problema, entretanto, não se restringe às propriedades atingidas. A redução das criações provoca reflexos na economia do município, afetando a renda das famílias do campo, a geração de trabalho, o consumo no comércio local e até a oferta de carne. Nesse cenário, os participantes defenderam a necessidade de encontrar alternativas que conciliem a proteção dos animais, a responsabilidade dos proprietários de cães e a segurança dos criadores.

O prefeito José Almir não participou da audiência por estar cumprindo agenda na capital baiana. O Executivo Municipal foi representado pelo vice-prefeito José Eclécio. A audiência abriu espaço para que produtores e autoridades discutissem o problema de forma conjunta e buscassem caminhos para reduzir os ataques e oferecer maior segurança a quem ainda mantém a criação de animais como fonte de renda no município.

@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira / Colaborou Niely Queiroz

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