A manifestação ocorreu na mesma sessão em que o vereador Ira do Cedro abordou o assunto e informou que o processo chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ivan argumentou que, segundo seu entendimento sobre as decisões anteriores, os vereadores estão novamente diante de uma discussão judicial mesmo sem terem participação nas irregularidades alegadas na ação.
“É lamentável a gente ver vários vereadores, mais uma vez, na mira de ação judicial sem ter culpa. Perder na primeira instância, acionar a segunda instância aumenta o constrangimento. Perde de novo, aí vai até a última instância. Aí fica a pergunta: a bem de quê? Por quê?”, declarou.
Na sequência, Professor Ivan direcionou sua preocupação aos votos recebidos pelos candidatos e aos possíveis reflexos de uma eventual decisão contrária às chapas. “Quantos mil votos estão em jogo, famílias, projetos? Que culpa nós tivemos? Que culpa os eleitores que escolheram nós para estarmos aqui tiveram? Aí ficam comprometidos quantos mil votos, famílias, projetos. E fica a pergunta: por quê?”, questionou.
O vereador ainda defendeu que eventual responsabilização deveria recair sobre quem efetivamente tivesse cometido alguma irregularidade. “Se alguém percebe que tem falha, vai agir em cima daquele que falhou, que até então a Justiça, na primeira e na segunda instância, falou que não houve”, afirmou.
Professor Ivan é um dos vereadores ligados a uma das legendas alcançadas pela discussão judicial. O processo tem como origem questionamentos relacionados à cota de gênero nas eleições proporcionais de 2024 e envolve as chapas do União Brasil e do Avante. O caso segue em tramitação, e qualquer consequência sobre os atuais mandatos dependerá do resultado do julgamento na Justiça Eleitoral.
@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

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