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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

“Prometer e não cumprir não é bom”, diz Vanderley sobre desafios à frente da Superintendência de Obras

Em entrevista à Rádio A Nossa Voz, novo superintendente falou sobre cobranças, definição de prioridades e dificuldades enfrentadas nas primeiras semanas no cargo
Há menos de um mês à frente da Superintendência de Fiscalização e Obras de Barrocas, Vanderley de Seu Quito já percebeu a diferença entre acompanhar diretamente a execução dos serviços e ocupar uma função que exige atenção a diferentes pontos do município. Durante entrevista ao quadro Frente a Frente, da Rádio A Nossa Voz, no dia 28 de agosto, ele falou sobre a nova rotina, as cobranças da população e os desafios encontrados desde que assumiu o cargo, no início do mês.

Vanderlei contou que uma das principais mudanças está na necessidade de avaliar constantemente o que deve ser atendido primeiro. Segundo ele, ligações e solicitações chegam enquanto outros trabalhos já estão em andamento, obrigando a equipe a reorganizar as prioridades. “Eu vou ver aquelas que são mais urgentes, que são mais de emergência. Eu posso estar fazendo uma atividade, mas, se tiver outra emergência, eu tenho que correr atrás”, afirmou.

Ao falar sobre como pretende lidar com as solicitações feitas pela população, o superintendente defendeu cautela antes de assumir compromissos e disse que as decisões precisam ser discutidas com o prefeito, o vice-prefeito, o secretário de Obras e os demais integrantes da equipe. “Prometer e não cumprir não é bom”, resumiu Vanderley. Segundo ele, o caminho é identificar as demandas e estabelecer quais serviços devem ser tratados como prioridade antes de anunciar sua execução.

Entre os desafios já encontrados estão problemas antigos de infraestrutura. Vanderley citou a situação do esgoto na região da Estação, onde, segundo ele, a administração realiza atualmente intervenções paliativas enquanto aguarda um projeto mais amplo envolvendo a Embasa. “Ali encontrei bastante dificuldade”, reconheceu. Ele também admitiu que a obra da escola do Alto da Porteira segue em ritmo lento, embora tenha afirmado que o serviço não está parado e que a expectativa da gestão é ampliar o andamento dos trabalhos a partir de setembro.

Outro obstáculo apontado pelo superintendente é a logística para deslocamento das equipes e fiscalização dos serviços. Vanderley disse que ainda não dispõe de veículo exclusivo para o setor, mas colocou como prioridade a estrutura necessária aos trabalhadores. “Se eu não conseguir um carro para mim, para fazer essa correria, mas se der um carrinho para os meninos trabalharem, eu já fico satisfeito”, declarou, citando especialmente a equipe que precisam transportar ferramentas durante os serviços.

@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

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