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Atleta barroquense contou, durante entrevista ao programa A Nossa Voz, como conheceu a modalidade e destacou que o xadrez também ampliou sua convivência social |
Mazinho explicou que o interesse surgiu depois que um amigo de Serrinha, também deficiente visual, comprou um tabuleiro. Em seguida, encontrou nas redes sociais uma oficina de xadrez da instituição Tocando em Frente, de São Paulo, inscreveu-se e começou a praticar. O primeiro tabuleiro adaptado precisou ser comprado fora da Bahia. “Agora em agosto está fazendo dois anos que eu comecei a tomar aula de xadrez”, contou.
Em maio de 2025, Mazinho disputou sua primeira competição presencial, uma etapa Nordeste da Copa Brasil, em Salvador. Depois, participou de outros torneios, incluindo competições em Porto Alegre e Maceió. Durante a entrevista, ele também mostrou como funciona o tabuleiro adaptado e explicou que aprender os movimentos é apenas o começo: “O movimento das peças você aprende em um dia. Agora as estratégias, as jogadas, aquela visão de jogo que você tem que ter, isso aí leva um tempinho”.
Hoje, Mazinho que corre e pedala, considera o xadrez seu principal esporte, mas ressalta que a modalidade representa muito mais que competição. “O xadrez é só o caminho, mas o objetivo final é estar com a galera, se reunindo ali, antes de uma partida, depois na resenha”, afirmou. Com Barrocas confirmada como sede da final do Campeonato Baiano em novembro, o atleta terá agora a oportunidade de disputar uma competição estadual em sua própria cidade.
@ Nossa Voz Esportes

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