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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Barrocas: Tempo favorável anima agricultor para uma boa colheita de milho e feijão

O feijão e o milho estão garantidos neste ano de 2020 - Foto: Victor Santos
A chuva no território barroquense é sinal de fartura. E aliado ao clima favorável e a esperança de quem semeou, aumenta a expectativa de uma boa colheita do milho e do feijão nos próximos meses. O verde predominante que tomou conta das roças é fruto de um ano chuvoso, desde os primeiros meses do ano até junho que chove com frequência em todo município.

O sorriso no rosto do agricultor José Bispo dos Santos, de 77 anos, reflete alegria de ver a roça semeada prestes a dar frutos. Não muito distante do centro, o povoado do Ponto Fraco, região de Nova Brasília, na zona rural de Barrocas, abriga centenas de agricultores. Basta percorrer as estradas e observar as plantações, boa parte para consumo próprio mas também, para revenda em cerealistas no comércio de Barrocas. 

Milho ainda está verde, mas prestes a amadurecer. Foto: Victor Santos 
Animado com o bom 'inverno', Zezito conta que ao longo da sua experiência na agricultura, só em meados de 1960 houve um tempo como este: "de janeiro a junho, lá nos anos de 60 que choveu assim, eu lembro que eu acordava cedo com a chuva que batia no chão e fazia as levadas na terra, a plantação chega enchia os olhos, mas depois disso o resto do ano o sol castigou, foram 6 meses de chuva e 6 de seca", relembrou. 

Na tradição do nordestino, existe um costume que é plantar no dia 19 de março, dia de São José, o Padroeiro do agricultor. Seguindo a crença que aprendeu com os pais, Zezito semeou a terra na esperança da fartura. Passado alguns dias, com o 'inverno' favorável roçou mais um pedaço da roça estimulado pelas chuvas que caiam constantemente na primeira semeada.

Zezinho aponta para o pé de milho que já está com espiga - Foto: Victor Santos
Ao total, José Bispo preparou 3 tarefas da sua terra com milho e feijão, entre um espaço e outro, aventurou plantar sementes de abóbora e maxixe, em outro pedaço da roça tem plantado a mandioca, usada no preparo da goma do beiju: "hoje mesmo com 77 anos eu ainda labuto na roça, minha alegria é estar aqui plantando, limpando mato, porque Deus deixou pra cuidarmos e enquanto tiver saúde e força tô labutando na roça". 

Foto: Victor Santos
Nas mãos de Zezinho uma foice, cuidadoso ele utiliza a ferramente para tirar o mato que cresce em meio a plantação. Entre uma parada e outra na caminhada, demonstrou alegria também ao ver ''embonecar'', uma das fases da reprodução de onde nascerá as espigas do milho.

Conforme informações do Clima Tempo, em Barrocas até o dia 17 de junho as chuvas atingiram 38% da média mensal prevista para o mês corrente. A previsão de amanhã, dia 19, é de sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.

Da Redação - Por Victor Santos

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Clima favorável para plantio, agrada e aumenta esperança entre os agricultores barroquenses .

Foto: Victor Santos
O clima propício para o plantio, agradou parte dos agricultores barroquenses, estes semearam a terra após um mês de junho chuvoso. Os cereais milho e feijão, são as opções de plantio com a esperança da colheita que não veio como esperado, antes do São João. Agora, os agricultores não só acreditam, como renovam esperança na fartura no campo.

No povoado de Boa Vista, região de Sossego, distante cerca de 5 km da sede, uma área de uma tarefa de terra, cultivada pela família da agricultora Maria das Graças, 40 anos, conhecida como Gracinha de Marica, está crescendo como planejado. A previsão é que em agosto, tenha feijão do ano no prato da família. 

Orgulhosa, senhora Gracinha observa sua plantação.
Tradicionalmente, o primeiro plantio do ano é feito no mês de março no dia de São José. Santo Católico popularmente conhecido como intercessor dos produtores. Este, segundo a crença popular, é o período com melhor clima. Quando plantado no dia de São José, a previsão é da colheita na véspera do São João. Mas Gracinha aproveitou o feriado de Corpus Christi, no dia 20 de junho, e usou o conhecimento adquirido com o tio, Zezé (em memoria) para semear a terra acreditando na boa safra. Uma vasta quantidade de alimento, com o clima favorável, abastecerá o lar da lavradora: "aqui tem de tudo um pouco, feijão carioca e fradinho, maxixe, batata, abóbora, melancia, pepino, repolho, alface e coentro. Enquanto eu tiver força eu vou continuar labutando aqui na roça" garantiu a trabalhadora. 

Gracinha é mãe de três filhos, todos homens, ela vive do que produz na pequena propriedade 
A paisagem verde, predominante em toda a plantação, é motivo de alegria entre a família com quatro membros, todos moram na mesma casa, inclusive a mãe de Gracinha de 81 anos: "hoje pela manhã (quarta-feira) choveu cedinho, aproveitei pra terminar de limpar uma parte do feijão, porque a terra perde força quando tem mato crescendo com a plantação" explicou. Entre toda a produção, ela garante que o feijão é seu carro chefe, com 1 litro plantado, a expectativa é que em agosto, após a colheita, ela consiga pelo menos 2 sacos e meio do grão. 

@ Nossa Voz - Por Victor Santos

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Barrocas: Mesmo em escala reduzida, agricultores comemoram colheita de milho e feijão

Pedro Vitalino de Souza, Povoado de Lagoa da Cruz - Fotos: Victor Santos
Abaixo da expectativa em relação aos anos anteriores, a colheita do milho e feijão plantados no dia de São José no mês de março, apesar da quantidade reduzida, já é motivo de comemoração entre agricultores barroquenses. Todos os anos, mesmo com as mudanças climáticas, que dificulta a vida no campo, o aposentado reserva parte da propriedade para plantação, segundo ele, a mais antiga do povoado de Lagoa da Cruz. 

Aos 77 anos, Pedro Vitalino de Souza, exibe sorridente parte da colheita do feijão de corda colhido na tarde desta segunda-feira (1 de julho). Com todas as dificuldades com o tempo, que não foi tão favorável ao ponto do plantio se desenvolver, Pedro garante que a quantidade é suficiente para consumo da família, já parte do milho será moído para virar ração para os animais. 

Roberto, funcionário de Pedro, ajuda na colheita. 
Na área de aproximadamente 5 tarefas, o plantio se dividiu além do milho e feijão, entre o maxixe e a abóbora. A propriedade, Fazenda Arco, fica localizada na região de Lagoa da Cruz, às margens do acesso ao povoado de Minação. O funcionário da propriedade, Roberto dos Reis, de 40 anos, lida diariamente com as atividades do campo e fez a colheita das espigas para o consumo. 

Entre toda a plantação, Roberto garante que milho é seu carro chefe, com aproximadamente 5 tarefas plantadas, junto com o feijão que segundo ele sofreu mais com a falta de chuva. Outros agricultores aproveitaram as chuvas do mês de junho para iniciar o plantio, ainda na esperança de conseguir uma colheita acima do que foi semeado em março. 


@ Nossa Voz - Por Victor Santos