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segunda-feira, 10 de março de 2025

Moradores cobram providências sobre incêndios e fumaça tóxica no lixão de Barrocas

Fogo durante o dia e à noite no lixão de Barrocas - Imagens reprodução
Moradores da região do lixão de Barrocas enfrentam diariamente o impacto da fumaça tóxica causada por incêndios frequentes no local. O espaço, que deveria funcionar como um aterro sanitário, se tornou um problema ambiental e de saúde pública, afetando diretamente quem vive nas proximidades e atingindo todo o município.

Nas últimas semanas, a população tem denunciado a situação, enviando vídeos e relatos ao Jornal A Nossa Voz e à rádio. As imagens mostram o fogo consumindo plásticos e outros resíduos, liberando uma fumaça densa que prejudica especialmente idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios. “Quem mora aqui vai ter que sair pra rua, porque não consegue dormir com o fedor. Tá uma fumaça preta aí, ó”, desabafou um morador em vídeo enviado à redação.

O problema do lixão não surgiu na gestão atual, persiste há anos, inclusive nas primeiras gestões do atual prefeito. José Jailson assumiu, permaneceu oito anos no cargo e a situação só piorou, agora José Almir retornou ao comando do município. Além do prefeito, a população também cobra dos vereadores uma postura mais ativa na busca por soluções. “Cadê os vereadores que passavam aqui e falavam que o lixão já deu, que os moradores não aguentavam mais a fumaça? Com razão criticavam a gestão passada. Mas falar, todo mundo fala, né? Quero ver fazer”, completou o morador.

Com o lixão localizado a apenas três quilômetros da sede de Barrocas, a fumaça se espalha rapidamente, agravando a situação. A população espera que o poder público tome providências para reduzir o impacto dessa problemática ambiental e garantir mais qualidade de vida para os barroquenses.

@ Nossa Voz - Da Redação

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Barrocas: Morador filma queima de lixo no 'aterro sanitário' e lamenta situação (veja Vídeo)

Imagens print vídeos - Reprodução Morador
A queima de lixo no que deveria ser um aterro sanitário, mas que na verdade tem características de um 'lixão' a céu aberto no município de Barrocas tem prejudicado centenas de moradores da região. No início da noite desta quinta-feira dia (30), recebemos um "pedido de socorro" de gente que já não aguentam mais sofrer com as constantes queimadas. A fumaça toxica afeta a respiração, provoca problemas respiratórios diversos, prejudica a população que vive em povoados localizados nas proximidades do chamado 'lixão' e até mesmo os mais distantes, mas também afeta a sede do município pela proximidade. "Certeza que aí agora são os funcionários colocando fogo nas falhas de árvore que arrancam na cidade e jogam lá. Nos ajudem compartilhando novamente", pediu o morador.


Com a palavra aqueles que podem fazer algo. Vídeo Reprodução,

Por Rubenilson Nogueira

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Paliativo: Após denuncia de moradores, Prefeitura Municipal de Barrocas envia maquina para o lixão

Imagens enviados ao JNV por moradores
Pessoas que residem nas proximidades do chamado 'lixão' do município de Barrocas, sofrem à muito tempo com o descaso por parte do poder público municipal, são pilhas de lixo que se formam e chegam até a estrada estreita. O fogo constante que consome resíduos, gera uma fumaça tóxica que se espalha chegando aos diversos povoados do entorno, implicando uma série de problemas respiratórios.  

No local não há mais tela de proteção, segundo moradores não são abertas as valas para compactação, por isso, parte dos resíduos chegam até a estrada, sacolas plásticas se espalham pela propriedades rurais. 

Como nada, ou pouco estava sendo feito, na segunda semana de novembro, moradores em contato com a Rádio Nossa Voz, relataram em áudios o sofrimento diário. São pessoas que acordam com dificuldades para respirar, idosos que passam o dia com dores de cabeça. Tudo foi reproduzido em programa de rádio na quarta-feira (10), já no domingo dia (14), vídeos expondo a situação, também foram enviados, e em seguidas publicados nas redes sociais do Jornal. Só assim, a prefeitura municipal mesmo que de forma paliativa, decidiu agir e enviou na segunda-feira dia 15 de novembro, uma máquina (pá-carregadeira), que empurrou parte do lixo, abrindo mais espaço entre o lixão e a estrada utilizada pelos moradores.

É preciso fazer muito mais, e nós estamos atentos, junto com a população. #solucaoja!

@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Com celular, motorista registra situação do 'aterro sanitário' do município de Barrocas: "parece mais um lixão"


Neste domingo dia (23), enquanto passava pela estrada de terra em frente ao local que mais parece um lixão, um motorista gravou vídeo com o celular, mostrando a atual situação daquele que deveria ser o aterro sanitário do município de Barrocas. 

As imagens revelam que atualmente nem as cercas de contenção exitem mais, assim, sacolas plásticas e todo tipo de resíduos se espalham na estrada que da acesso a diversas localidades e também nas propriedades rurais vizinhas. O descaso afeta diretamente o meio ambiente e prejudica a saúde da população, especialmente os moradores dos povoados próximo atingidos com frequência pela fumaça, os incêndio são contantes no local.

"Olha que imagem pesada, só dá pra acreditar vendo essa imagem. Estive com pessoas que são afetadas por essa fumaça e ele me relatou que na noite de sábado pra domingo acordaram sufocados com a mesma e quando tem pneu queimando a situação e muito pior", contou o motorista que pediu para não ser identificado.

"É um grande lixão mesmo. Absurdo, a situação é feia, os moradores sofrem com a situação", lamentou o barroquense. O problema no 'aterro' não é novidade, vem de longos anos, mas a situação tem se agravado, com grande quantidade de lixo chegando até mesmo às margens da estrada, como fica visível no vídeo.

@ Nossa Voz - Da Redação / Por Rubenilson Nogueira

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Barrocas: Fogo no lixão causou mais um dia de desconforto na população da sede e povoados

Fumaça pôde ser vista de vários pontos diferente da cidade
Infelizmente, mesmo após diversas denúncias, a fumaça escura resultado da queimada de resíduos no 'lixão' de Barrocas, continua afetando a vida da população da cidade e povoados circunvizinhos. Não há trégua nem mesmo nos finais de semana, no domingo dia (14), moradores do Povoado Alto Alegre e da sede, região de Barracamento, enviaram fotos que mostram a fumaça subindo e sendo dispersada pela vento. 

As chamas puderam ser vistas tanto durante o dia como à noite: "Até agora o lixão queimando. Quando o vento da para o lado de cá, não tem quem fique do lado de fora da casa", relatou uma moradora do Bairro do Barracamento às 19h do domingo.

Diversas fotos foram enviadas pela população ao JNV. (Reprodução)
Pela manhã, uma senhora que estava no Povoado de Alto Alegre, na residência de familiares, ao postar uma foto mostrando a nuvem de fumaça, comentou: "É o lixão. Tô aqui no Alto Alegre  tá insuportável a poluição", lamentou.  Já na sede do município a moradora, voltou a comentar: "Eu estava aqui na frente de casa à tarde, aí o vento estava trazendo a poluição para cá, não tinha nem como fica aqui na frente por causa da fumaça. Com aquele calor não tinha como ficar dentro de casa, saia para fora a poluição do lixo vinha toda para cá é complicado viu", protestou.

Além da degradação do meio ambiente, da flora e da fauna, essas queimadas que sempre acontecem, segundo informações, principalmente porque o processo de aberturas de valas e compactação não vem acontecendo, causa sérios problemas de saúde na população, principalmente respiratórios. 

Neste ano por duas vezes, o ex-vereador Gerinaldo Moreira, denunciou a situação. Veja aqui e aqui.
@ Nossa Voz -  Por Rubenilson Nogueira

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Comerciante, morador do povoado do Periquito foi ao Ministério Público denunciar queima de lixo em Barrocas

Devido as constantes queimadas, no local a respiração é comprometida - Foto Victor Santos
A queima de lixo no município de Barrocas, é um problema que preocupa o comerciante Marciano de Jesus, conhecido como Marciano da Funerária. Diante da situação, ele procurou o Ministério Público, onde afirma ter feito uma denúncia apontando as irregularidades do lixão à céu aberto, que deveria ser um aterro sanitário.

Além dos diversos problemas que fogem das normas exigidas, as constantes queimadas de materiais gera uma fumaça tóxica, que atinge centenas de famílias da região e o meio ambiente que sofre a contaminação atmosférica pela emissão do gás carbônico.

Não há no local indícios que que o lixo está sendo enterrado em valas, como deveria acontecer.
O comerciante afirma que esteve na sede do Ministério Público da Bahia, na sexta-feira (31 de maio) para protocolar a denuncia. Marciano reuniu fotos e vídeos que mostram a grande quantidade de lixo queimado, segundo ele, além de irregular, afeta a saúde das famílias que trabalham na separação dos resíduos no local. 

Marciano ainda afirma que, a nuvem de fumaça toma o céu da região dos Povoados de Alto Alegre, Rosário, Periquito, Malhada Redonda e Jenipapo: "Isso faz com que moradores tenham problemas respiratórios por inalar fumaça tóxica. Minha filha está suspeita de algum tipo de doença, com falta de ar, de tanto respirar essa poluição" explica. 

Comerciante exige providência por parte do Poder Público Municipal.
O mal cheiro é outro fator a ser considerado. Um  morador, de identidade preservada, lamentou através de áudio em aplicativo de troca de mensagem, o mal cheiro proveniente da queimada: "Essa noite aqui foi complicado, pessoal tudo sentindo um fedor terrível de chifre queimado", relatou o homem que reside no Povoado de Periquito. 

De acordo com um ex-catador, sem um trabalho de coleta seletiva no município, todo resíduo é descartado aleatoriamente, dificultando remover recicláveis do amontoado de lixo. Sobre quem praticaria o ato, homem não identificou, sugeriu que pessoas de 'fora' propositalmente colocavam fogo no lixo. Com a queima, parte do material, como papelão e garrafa pet, não servem para a reciclagem.  


Catadores negam que tenha envolvimento com os incêndios, e firmam que são prejudicados pelas queimadas.
No local, mesmo em condições precárias, três famílias tiram o sustento através da seleção e venda de material reciclável. Todos lamentam quando associam a queima aos que lidam diariamente com os resíduos, e afirmam que a fumaça também os afeta: "A gente tira em média R$ 50,00 reais por semana, se queimar o que chega nos caminhões não tem trabalho, por isso que não tem motivo pra gente querer botar fogo no nosso sustento" explica uma catadora. 
@ Nossa Voz - Por Victor Santos