A morte de Toinho não representa apenas a despedida de um comerciante. Barrocas perde um dos seus personagens mais marcantes. Proprietário do tradicional Bar Coruja, no povoado do Cedro, ele transformou um estabelecimento simples, de instalações antigas e ambiente acolhedor, em um ponto de encontro conhecido muito além dos limites do município. Gente de Barrocas, de cidades vizinhas e visitantes que passavam pela região fizeram do bar uma parada obrigatória, não apenas pela bebida gelada, destilada ou pelo pastel, mas principalmente pela presença de seu anfitrião.
Toinho tinha um dom que não se aprende. Mais do que servir clientes, ele cultivava amizades. Conversava, escutava, aconselhava, contava histórias e fazia quem chegasse se sentir em casa. Seu sorriso fácil e a maneira tranquila de tratar as pessoas fizeram do Bar Coruja muito mais do que um comércio: transformaram o local em espaço de convivência, onde amizades eram fortalecidas e memórias eram construídas diariamente.
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| Márcio Victor do Psirico no Bar Coruja com Toinho |
É difícil medir a dimensão da ausência que Toinho deixa. Seus filhos certamente sentirão a maior das saudades, mas esse sentimento será compartilhado por muitos outros. Pessoas que passaram incontáveis tardes ou noites em seu bar, que ouviram suas histórias, dividiram alegrias, preocupações ou simplesmente encontraram ali um lugar para uma boa conversa. A praça do Cedro continuará recebendo moradores e visitantes, mas para muitos ela nunca mais será a mesma sem a figura alta, simples e acolhedora de Toinho do Bar.
Há pessoas que fazem parte da identidade de uma cidade. Não ocupam cargos públicos, não aparecem com frequência nos noticiários, mas ajudam a construir a memória afetiva de uma comunidade. Antônio Silva de Queiroz foi uma dessas pessoas. Sua partida deixa um vazio difícil de preencher, mas sua história permanecerá viva na lembrança de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e compartilhar, nem que fosse por alguns minutos, uma conversa no balcão do Bar Coruja.
@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

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