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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Barrocas: Fogo no lixão causou mais um dia de desconforto na população da sede e povoados

Fumaça pôde ser vista de vários pontos diferente da cidade
Infelizmente, mesmo após diversas denúncias, a fumaça escura resultado da queimada de resíduos no 'lixão' de Barrocas, continua afetando a vida da população da cidade e povoados circunvizinhos. Não há trégua nem mesmo nos finais de semana, no domingo dia (14), moradores do Povoado Alto Alegre e da sede, região de Barracamento, enviaram fotos que mostram a fumaça subindo e sendo dispersada pela vento. 

As chamas puderam ser vistas tanto durante o dia como à noite: "Até agora o lixão queimando. Quando o vento da para o lado de cá, não tem quem fique do lado de fora da casa", relatou uma moradora do Bairro do Barracamento às 19h do domingo.

Diversas fotos foram enviadas pela população ao JNV. (Reprodução)
Pela manhã, uma senhora que estava no Povoado de Alto Alegre, na residência de familiares, ao postar uma foto mostrando a nuvem de fumaça, comentou: "É o lixão. Tô aqui no Alto Alegre  tá insuportável a poluição", lamentou.  Já na sede do município a moradora, voltou a comentar: "Eu estava aqui na frente de casa à tarde, aí o vento estava trazendo a poluição para cá, não tinha nem como fica aqui na frente por causa da fumaça. Com aquele calor não tinha como ficar dentro de casa, saia para fora a poluição do lixo vinha toda para cá é complicado viu", protestou.

Além da degradação do meio ambiente, da flora e da fauna, essas queimadas que sempre acontecem, segundo informações, principalmente porque o processo de aberturas de valas e compactação não vem acontecendo, causa sérios problemas de saúde na população, principalmente respiratórios. 

Neste ano por duas vezes, o ex-vereador Gerinaldo Moreira, denunciou a situação. Veja aqui e aqui.
@ Nossa Voz -  Por Rubenilson Nogueira

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Comerciante, morador do povoado do Periquito foi ao Ministério Público denunciar queima de lixo em Barrocas

Devido as constantes queimadas, no local a respiração é comprometida - Foto Victor Santos
A queima de lixo no município de Barrocas, é um problema que preocupa o comerciante Marciano de Jesus, conhecido como Marciano da Funerária. Diante da situação, ele procurou o Ministério Público, onde afirma ter feito uma denúncia apontando as irregularidades do lixão à céu aberto, que deveria ser um aterro sanitário.

Além dos diversos problemas que fogem das normas exigidas, as constantes queimadas de materiais gera uma fumaça tóxica, que atinge centenas de famílias da região e o meio ambiente que sofre a contaminação atmosférica pela emissão do gás carbônico.

Não há no local indícios que que o lixo está sendo enterrado em valas, como deveria acontecer.
O comerciante afirma que esteve na sede do Ministério Público da Bahia, na sexta-feira (31 de maio) para protocolar a denuncia. Marciano reuniu fotos e vídeos que mostram a grande quantidade de lixo queimado, segundo ele, além de irregular, afeta a saúde das famílias que trabalham na separação dos resíduos no local. 

Marciano ainda afirma que, a nuvem de fumaça toma o céu da região dos Povoados de Alto Alegre, Rosário, Periquito, Malhada Redonda e Jenipapo: "Isso faz com que moradores tenham problemas respiratórios por inalar fumaça tóxica. Minha filha está suspeita de algum tipo de doença, com falta de ar, de tanto respirar essa poluição" explica. 

Comerciante exige providência por parte do Poder Público Municipal.
O mal cheiro é outro fator a ser considerado. Um  morador, de identidade preservada, lamentou através de áudio em aplicativo de troca de mensagem, o mal cheiro proveniente da queimada: "Essa noite aqui foi complicado, pessoal tudo sentindo um fedor terrível de chifre queimado", relatou o homem que reside no Povoado de Periquito. 

De acordo com um ex-catador, sem um trabalho de coleta seletiva no município, todo resíduo é descartado aleatoriamente, dificultando remover recicláveis do amontoado de lixo. Sobre quem praticaria o ato, homem não identificou, sugeriu que pessoas de 'fora' propositalmente colocavam fogo no lixo. Com a queima, parte do material, como papelão e garrafa pet, não servem para a reciclagem.  


Catadores negam que tenha envolvimento com os incêndios, e firmam que são prejudicados pelas queimadas.
No local, mesmo em condições precárias, três famílias tiram o sustento através da seleção e venda de material reciclável. Todos lamentam quando associam a queima aos que lidam diariamente com os resíduos, e afirmam que a fumaça também os afeta: "A gente tira em média R$ 50,00 reais por semana, se queimar o que chega nos caminhões não tem trabalho, por isso que não tem motivo pra gente querer botar fogo no nosso sustento" explica uma catadora. 
@ Nossa Voz - Por Victor Santos