sexta-feira, 17 de julho de 2020

Hogwarts School: Entre Grifinória, Lufa-Lufa e Corvinal, Você pode ser Sonserina - Por Luis Cláudio

Luis Cláudio Motta Mascarenhas
Num dia ensolarado, andorinhas sobrevoavam as residências de uma pequena cidade no interior da República das Bananas. Uma das aves entregou entrada das aprovação como professor(x) para Hogwarts School. Entre euforia e discussões, fui levado pelo sonho de poder ensinar, entender e compreender o outro e a mim mesmo. Para pregar a diplomacia entre as casas, a instituição no início do ano letivo, promove uma grande festa no Salão Principal onde todos confraternizam e celebram o novo ano. 

Diferente dos alunos, os professores são subdivididos por casas (na história original, dar-se de forma inversa), com objetivos e missões que as tornam diferentes uma das outras. Ao chegar no Salão Principal, os novos docentes encontraram seus futuros alunos sentados, uniformizados, identificados com broches e na parte central, os professores e toda equipe diretora da Escola de Magia e Bruxaria. Ah, como eu adoro magia. 

Ah, preciso contar a vocês a função do Chapéu Seletor: a decisão do Chapéu Seletor, é geralmente considerada como final, apesar de que a sua decisão pode ser influenciada pelos desejos do utilizador esse paralelismo, conduz o docente a uma das casas: Lufa-Lufa, Grifinória, Corvinal e Sonserina. Assim, os novos professores são convocados para o banquinho, em ordem alfabética pelo sobrenome, onde se sentam, coloca-se o adereço na cabeça e de acordo com suas competências, o Chapéu Seletor o direciona para ordem a qual pertencerá. 

Chamados para o centro do salão, os novos professores la estavam ansiosos, com as mãos suadas. Começa a cerimônia, cada professor é chamado e todo ritual de escolha é feita. Logo após a cerimônia, cada docente foi apresentado ao presidente do sindicato que de imediato faz a filiação e com pouco tempo de chegada começou-se a perceber que a instituição encontrava-se segmentada por grupos e que defendiam interesses distintos. 

No dia seguinte, os professores foram ao planejamento das atividades e percebe-se que cada um, tinha sua preferência política. Procura-de coletar informações, sobre o posicionamento e a opinião sobre o sindicato da categoria (nunca se usa o nome CLASSE, visto que, refere-se a um fenômeno social de tensão ou antagonismo que existe entre pessoas ou grupos de diferentes classes sociais) e sobre os gestor do condado. 

Cronogramas de trabalho feitos, chega-se o momento para debater as questões salariais bem como plano de carreira, horas extras, enquadramento e condições de trabalho. Os debates são travados, sindicato se posiciona, mas percebe-se que o representante da categoria tem uma aproximação com o Lord das Trevas e através do seu Avada Kedavra, convence os professores mais próximos aos gestores do condado e por meio de aplausos, desconhecem o quão alienados são. 

Descolados com o acontecimento, os professores novatos põem-se a dialogar e o professor de Filosofia da Magia profere : um sindicato deve representar os seus e nunca comungar com gestores. Lutar por melhores salários e condições de trabalho é um dever de todos e quando são conquistados, não cabe aos professores gritos e aplausos por algo que é por direito.

Por Luis Cláudio Motta Mascarenhas
Graduado em Letras
Pós-graduado em Estudos Linguísticos, Medotologia do Ensino de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira
Pós-graduado Marketing Digital

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