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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Caos no abastecimento: Embasa deixa regiões e povoados de Barrocas dias e até semanas sem água

Foto de cisterna vazia no Povoado de Velho Domingo Zona Rural da Barrocas 
Moradores da sede e da zona rural do município de Barrocas continuam passando dificuldades com o abastecimento de água, serviço de responsabilidade da Embasa no município. As reclamações chegaram à Rádio A Nossa Voz de forma ainda mais intensa nesta quarta-feira (7) e apontam longos períodos sem água, baixa pressão na rede e interrupções antes mesmo do enchimento dos reservatórios.

Na zona rural, o morador Edenilson Oliveira, da Lagoa Redonda, relatou estar completamente sem água. “Chama a atenção da Embasa. Aqui eu estou sem água na Lagoa Redonda”, afirmou. Situação semelhante foi denunciada no povoado de Velho Domingo pelo morador Senhor Pernambuco, que descreveu o sofrimento da comunidade. “No Velho Domingo não tem água não. O povo aqui está sofrendo”, disse, demonstrando indignação com a situação.

No povoado de Alto Alegre, a dona de casa Marilza relatou que passou o Natal e o Ano Novo sem abastecimento regular. Segundo ela, quando a água é liberada, ocorre apenas durante a noite e não chega às casas localizadas em pontos mais altos. “Eles ligaram agora, só que não caiu aqui em casa nem na casa de familiares. Ainda a água está fraca. A gente passa uma dificuldade sem água”, lamentou.

Revoltado com a situação, um morador expôs o aviso de corte recebido; "A Embasa só presta pra isso"
Na sede do município, as reclamações também são frequentes. Na Rua Petronílio dos Santos, a dona de casa Lu relatou que os tanques permanecem secos. “Eles ligam, mas desligam antes de encher”, disse. Já na Rua Manoel Miguel, o morador José Hélio informou estar sem água desde o dia 20 de dezembro, mesmo possuindo reservatório de grande capacidade. “Eu tenho um tanque de quase dez mil litros, mas já secou. Estou puxando água na corda para lavar um prato”, desabafou.

Além da irregularidade no abastecimento, moradores também reclamam do contraste entre a pontualidade na cobrança e a falha no fornecimento, destacando que, embora as contas cheguem e sejam pagas, a água não cai com frequência suficiente para atender às necessidades básicas. A população reforça que, mesmo acostumada a um sistema de abastecimento intermitente, os longos intervalos atuais têm superado a capacidade dos reservatórios existentes.

@ Nossa Voz - Da Redação / Por Rubenilson Nogueira

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