O convite surgiu após Silvio comentar, no grupo de WhatsApp 'Ovelhas Vivas', sobre os resultados obtidos com o animal, justamente no período em que cinco ataques a ovelhas foram registrados em cerca de 15 dias na região do Cedro. Durante a entrevista, ele contou que assumiu a criação de ovinos após a morte do pai, por volta de 2022, e, desde então, passou a estudar formas de aprimorar a atividade. Segundo ele, os ataques de cães levaram várias pequenos produtores a desistiram se criar, mas ele decidiu persistir. “Eu não vou parar, vou buscar uma solução”, afirmou.
Na busca por alternativas, Silvio pesquisou experiências de outros criadores e conheceu o trabalho realizado com o Pastor Maremano, raça tradicionalmente utilizada na proteção de rebanhos. Ele relatou que um dos exemplos que mais o marcou foi o de Adilson, morador do Alecrim em Teofilândia, apontado por ele como um dos maiores criadores da região. Segundo Silvio, o amigo chegou a manter um rebanho de aproximadamente 1.200 ovelhas, mas acabou desistindo da atividade em razão dos prejuízos provocados pelos ataques de cães.
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| Imagem ilustrativa |
Silvio destacou que a função do Pastor Maremano não é atacar outros animais, mas impedir sua aproximação. Segundo ele, o porte físico, o latido forte e a postura de vigilância costumam ser suficientes para afastar cães e outros predadores antes mesmo de qualquer confronto. “Ele não entra em confronto. Pois cachorro não morde outro cachorro, não mata. Ele dá um aviso. Os outros cachorros voltam e não enfrentam ele, até mesmo pelo tamanho dele”, relatou. O criador acrescenta que o cão já dorme junto às ovelhas, bebe água no mesmo tanque e passou a fazer parte da rotina do rebanho, comportamento que considera fundamental para que o animal exerça sua função de guardião.
Embora ressalte que sua experiência ainda seja recente, Silvio afirma que, desde a chegada do filhote, não voltou a registrar ataques em sua propriedade. Para ele, o investimento é compensado pela preservação do rebanho e pode representar uma alternativa para outros produtores que enfrentam o mesmo problema na região. A entrevista ampliou o debate sobre medidas capazes de reduzir as perdas causadas por ataques de cães, tema que voltou a ganhar destaque após os recentes casos registrados na zona rural de Barrocas.
@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira


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