Em contato com o jornalista Rubenilson Nogueira, Kairon relatou a dimensão dos prejuízos. “Mais um ataque de cães aqui no povoado do Cedro. Cavou um buraco, passou por aqui, e o estrago está aí. Matou quatro e tem mais doze ovelhas mordidas e machucadas”, afirmou, mostrando os animais atingidos.
A sequência de ataques teve início no dia 10 de julho, quando quatro ovelhas da raça Dorper foram atacadas na propriedade do senhor Alan, também no Cedro. Uma delas morreu e três ficaram feridas. Dias depois, ocorreu um ataque na propriedade de seu Bode, caso que não chegou a ser divulgado na ocasião. Em 21 de julho, cinco ovelhas foram mortas na propriedade de Dionísio Firme. No dia seguinte, 22 de julho, outras duas ovelhas morreram na propriedade de João Baleia. Já na madrugada da última sexta-feira (24), os cães voltaram a invadir a propriedade de Dionísio. O criador percebeu a ação a tempo de espantar os animais, evitando novas mortes, mas várias ovelhas ficaram feridas.
Os ataques sucessivos têm provocado preocupação entre os criadores de ovinos da região, que acumulam prejuízos e temem novas invasões. O tema ganhou ainda mais repercussão e na sexta-feira o criador Silvio Queiroz foi entrevistado no quadro Frente a Frente, da Rádio Nossa Voz, quando apresentou sua experiência com o uso do cão da raça Pastor Maremano como alternativa para proteger rebanhos. Enquanto produtores buscam soluções, os ataques continuam se repetindo e reforçam o desafio enfrentado pela ovinocultura no município.
Até o momento o poder público ainda não se manifestou oficialmente sobre os episódios. O município tem a secretária de meio ambiente e de agricultura.
@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

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