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| Todos eles perecem felizes - Imagens Reprodução Redes Sociais |
Mas política, principalmente no interior, raramente cabe em uma imagem.
Na terça-feira, 27 de abril, o encontro aconteceu. De um lado, o atual prefeito Almir de Maciel e o secretário de Administração e Finanças, Dhemisson Queiroz. Do outro, o ex-prefeito Edilson Ferreira, acompanhado do filho, o ex-vereador Beto. No centro da conversa, o deputado estadual Osni Cardoso de Serrinha. A pauta? Interesses do município.
E é justamente aí que começa a separar o que é fato do que é interpretação.
Edilson estava ali, antes de tudo, como parte interessada em uma negociação: o terreno de sua propriedade que deverá ser adquirido pelo Governo do Estado para construção ou ampliação de uma unidade escolar. Há, portanto, um interesse direto. Há também o componente político estadual — Edilson é aliado do deputado serrinhense, que, por sua vez, tem interesse natural em conseguir votos em Barrocas.
Do outro lado, Almir cumpre o papel que o cargo exige: buscar obras, investimentos e benefícios para o município. E, para isso, sentar à mesa com quem for necessário.
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| Agora, um detalhes, até nas cores das roupas eles estão combinando - Foto Reprodução |
O encontro, portanto, explica-se.
Mas não encerra a pergunta.
Porque essa não é a primeira vez que os caminhos dos dois se cruzam — e nem sempre no mesmo lado. Edilson já apoiou Almir. Depois enfrentou. Foi derrotado. Voltou a se aproximar. Indicou sua esposa, Dona Sussu, em uma composição. Em outro momento, seguiu caminho diferente novamente. Na última disputa, esteve ao lado do grupo adversário, apoiando Marlon Nunes, enquanto Almir retornava ao comando do município.
Uma relação marcada mais por movimentos do que por permanências. Por isso, afirmar que “estão juntos” é simplificar demais. Mas dizer que “não podem estar” também é ignorar a própria história política de Barrocas.
O que houve, pelo menos neste momento, foi um encontro. Com interesses claros, objetivos práticos e uma pauta institucional. Nada além disso — por enquanto.
Mas política não vive só do presente.
E em uma cidade onde alianças já mudaram mais de uma vez, talvez a pergunta mais honesta não seja se estão juntos agora. Mas se, em algum momento, voltarão a estar.
Porque essa não é a primeira vez que os caminhos dos dois se cruzam — e nem sempre no mesmo lado. Edilson já apoiou Almir. Depois enfrentou. Foi derrotado. Voltou a se aproximar. Indicou sua esposa, Dona Sussu, em uma composição. Em outro momento, seguiu caminho diferente novamente. Na última disputa, esteve ao lado do grupo adversário, apoiando Marlon Nunes, enquanto Almir retornava ao comando do município.
Uma relação marcada mais por movimentos do que por permanências. Por isso, afirmar que “estão juntos” é simplificar demais. Mas dizer que “não podem estar” também é ignorar a própria história política de Barrocas.
O que houve, pelo menos neste momento, foi um encontro. Com interesses claros, objetivos práticos e uma pauta institucional. Nada além disso — por enquanto.
Mas política não vive só do presente.
E em uma cidade onde alianças já mudaram mais de uma vez, talvez a pergunta mais honesta não seja se estão juntos agora. Mas se, em algum momento, voltarão a estar.
Por Rubenilson Nogueira
Jornalista

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