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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Barrocas: Há 32 anos na tradicional barraquinha, João Saldanha revela qual é o produto mais vendido

São 32 anos da Barraquinha do Saldanha - Foto Rubenilson Nogueira
Quem passa pelo centro de Barrocas certamente conhece a tradicional barraquinha de João Saldanha, localizada em frente à Igreja Matriz. O comerciante, que na verdade se chama João Luiz de Queiroz, tem 66 anos e iniciou a atividade em 1994. O apelido “Saldanha” surgiu quando ainda trabalhava em uma padaria da cidade e o acompanha desde então. Ao relembrar o primeiro dia de funcionamento, ele conta que vendeu exatamente R$ 33. Na época, o país vivia a transição para o Plano Real e circulavam duas moedas, situação que, segundo ele, tornava difícil até mesmo dar o troco aos clientes.

Trident menta lidera as vendas da tradicional barraquinha de João Saldanha, em Barrocas
Mais de três décadas depois, João conhece praticamente toda a sua clientela. “São pessoas que me compravam quando criança. Hoje têm filhos comprando comigo e até netos”, contou. A barraquinha funciona todos os dias da semana. Aos sábados e domingos, ele próprio atende os clientes; durante a semana, o trabalho fica sob responsabilidade da esposa e de uma nora. Sem pensar duas vezes, ele revelou qual é o campeão de vendas: o chiclete Trident sabor menta. Em seguida aparecem o Halls e os geladinhos produzidos pela própria família. “Sempre vendi minha mesma marca”, afirmou. Entre os sabores, o de coco é o mais procurado, seguido pelo de iogurte.

Saldanha também recordou algumas mudanças ao longo dos anos. Durante um período, produzia e vendia licor, mas decidiu encerrar a atividade após um desentendimento com um cliente na hora de fechar o estabelecimento. Desde então, há cerca de oito anos, não voltou a comercializar a bebida. Outra curiosidade lembrada por ele foi o desaparecimento do tradicional salgadinho Fofura das prateleiras da Bahia. Enquanto concedia entrevista ao JNV, um jovem chegou ao quiosque justamente procurando o produto, situação que reforçou que a procura continua grande mesmo após tantos anos.

Da barraca de zinco ao quiosque: João Saldanha relembra 32 anos de história no centro de Barrocas
Ao falar da relação com os clientes, Saldanha destacou que procura atender a todos da mesma forma, independentemente da religião ou da posição política de cada um. “Eu agradeço muito a Deus, pois tenho uma clientela muito boa”, afirmou. Atualmente, o Pix e o cartão são as formas de pagamento mais utilizadas, embora o dinheiro ainda faça parte das vendas diárias. Ao longo desses 32 anos de atividade, ele também enfrentou dificuldades, como três furtos registrados no estabelecimento — dois quando ainda funcionava na antiga barraca de zinco e outro já no atual quiosque. Mesmo assim, segue firme no mesmo endereço, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e faz parte da história do comércio de Barrocas.

@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

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