quarta-feira, 3 de maio de 2017

Não espere a mudança dos políticos, promova a sua!

Imagem Ilustrativa
Se quiser mudança, não espere que aconteça principalmente se foi promessa de campanha, na administração pública mudam-se os cargos de confiança, as indicações os contratos, as empresas, o carro do lixo e o partido, no mais tudo parece paliativo.

O político quando em campanha é um, no gabinete é outro, nas ruas fica ainda mais evidente a diferença. O gestor eleito, para não ter problemas, trata de manter o básico na administração, foca em setores onde houve falhas do seu antecessor e logo está nas redes sociais apresentando os ‘avanços’, porém em outras áreas há estagnação, quando não ocorrem retrocessos. Ou seja, dificilmente surge algo novo que surpreenda, que impulsione a economia, que transforme a realidade dos municípios. Se um deixou de pagar em dias, a obrigação de honrar com os salários, vira grande feito na nova gestão, se deixou a cidade suja, a limpeza é a obra da mudança.

Temas complexos como segurança pública, geração de emprego e renda, saúde, cultura e opção de lazer, vão ficando para mais próximo da próxima eleição. 

O que era feito, ganha novas cores e identificação, e logo é apresentado como resultado da mudança anunciada, enquanto isso, justifica-se a falta de projetos inovadores com a tal ‘heranças maldita’, os novos gestores vão à rádio e a cada entrevista reafirmam que encontraram os municípios em estado de abandono, dividas impagáveis e veículos sucateados. Mas desde quando esses fatos são novos? Na campanha quem prometeu a mudança, relatava tudo que estava errado, os problemas e a falta de ação do então gestor, nos palanques além das criticas, os candidatos faziam denúncias graves, apresentavam números de arrecadação, e assim prometiam soluções e ações que iriam dar cara nova às cidades. 

Basta tomar posse que os problemas se tornam insolúveis, os 3 milhões que era muito quando o adversário estava no poder, agora é uma verba insuficiente, não dá pra nada, falta dinheiro. Assim muitos com empregos prometidos, vão ter que esperar, "não tem como pagar" afirmam. Com desemprego no extremo, há quem aceite dividir um salário mínimo com outros trabalhadores: 'E não reclame, se não quiser, tem quem queira'.

Na eleição seguinte, os papeis se invertem, quem pregava a mudança, propaga o continuísmo, e os que queriam continuar, vão pregar a mudança. Não espere, mude você!

@ Nossa Voz –Por Rubenilson Nogueira

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