quinta-feira, 26 de novembro de 2020

DESTAQUE JOVEM - O mundo da Ginástica Rítmica com Thayná Camille. As conquistas e os obstáculos

Arte Victor Santos / Foto: Ana Clara Santos
Thayná Camille de Araújo, é uma garota sonhadora, meiga, porém bastante determinada. A jovem ginasta que atua também como baliza, aos 19 anos conquistou o próprio estúdio de Ginástica Rítmica, que era um dos seus sonhos. Após aceitar o convite para participar do 'quadro' Destaque Jovem, Thayná nos recebeu em sua residência, em seu quarto nos contou um pouco sobre sua trajetória no esporte e mostrou todos os troféus conquistados com dedicação e talento. Tímida, porém educada e atenciosa, relatou como iniciou a sua vida na modalidade e como dará continuidade aos objetivos que apesar de serem em parte alcançados, estão longes de serem concluídos.

Thayná iniciou sua vida na ginástica com apenas 6 anos, quando sua mãe que ficava encantada com todo aquele mundo, a matriculou numa escolinha de ginastica e a partir daquele dia, surgiu o seu amor, que dali para frente só aumentou: "Minha mãe que quis me colocar, eu era muito pequena, não entendia muita coisa, e criei o amor mesmo, dentro. Desde os 6 anos de idade eu fazia ginástica, eu fiquei até os meus 13/14 em Camaçari", revelou. 

Após voltar de Camaçari, Thayná teve a ideia de começar a dar aulas, ela relatou como surgiu a vontade de iniciar e abrir o primeiro estúdio de ginastica no município de Barrocas, onde iria morar: "Quando eu voltei foi para morar realmente e foi ai que comecei a ter ideia, falavam que só tinha balé e então por que não vim com uma coisa diferente, e poder realizar sonhos de outras pessoas? Antes da pandemia eram muitas pessoas, mas com a pandemia ficou entre 30 à 40 alunas", lembrou. 


E como Thayná adquiriu habilidade e experiência, acumulando conhecimento, tanto profissional como pessoal? Ela prontamente respondeu: "Desde pequena, por eu ter feito por muitos anos eu tinha muita experiência, a gente vai guardando tudo, vai acumulando. Para eu me aperfeiçoar mais eu fazia curso em Camaçari com a professora que eu era aluna. Eu ia para lá conversava com outras pessoas de fora, e com  isso eu ia criando mais experiência no que faço", revelou.

Sobre a busca pelo seu próprio espaço, ela contou que tudo foi muito difícil, lembrando que para a montagem do estúdio teve o apoio de suas alunas e família, sempre fundamental nas conquistas: "Para chegar neste espaço eu precisei passar por muitas coisas na minha vida. Tenho 19 anos, mas comecei nova com 16, mas era sabendo muito o que eu estava fazendo, por mais que a idade fosse pouca. Comecei nas academias daqui e em cada uma delas era um aprendizado diferente e para chegar neste espaço aqui, foram muitas coisas: É o amor das minhas alunas comigo que me faz continuar, minha família me apoia total, todo mundo me abraça muito", destacou.

E sobre as coreografias, que até então acreditávamos que ela ficava horas treinando, revelou que tudo é feito em sintonia com a música tocada: "Vou ser bem sincera. Por eu entrar na ginástica junto com a fanfarra, junto com a ginástica, eu não sentia dificuldade. Mas eu não gosto de fazer a coreografia, gosto de sentir a música e fazer na hora, porque assim se eu ficar aqui horas na coreografia vai chegar lá e ficar algo robótico, vou estar ali fazendo porque tenho que fazer, e gosto de sentir a alegria da música", afirmou, e fez uma ressalva; "Isso menos no 7 de setembro, porque tive que fazer com meu irmão, mas em outras eu fazia na hora, ninguém nem sabe, é mesmo o que vem na minha cabeça. Eu sinto que tenho que fazer e faço de coração", garantiu.

Thayná com seus diversos troféus
Ao contar sobre as dificuldades que foi enfrentada, Thayná falou dos seus estudos. Ela está cursando fisioterapia e até pretende seguir na área para interagir com o seu futuro na ginástica: "Hoje eu posso dizer que não tenho muita dificuldade, mas antes não era  nem dificuldade mas um ponto negativo, o julgamento das pessoas porque eu não estudava para isso mas hoje graças a Deus estou fazendo minha faculdade. Eu comecei a faculdade já pensando em colocar isso para frente, eu não parei por aqui, um dia quero ver minhas alunas na minha clinica mesmo, e  quero ser reconhecida por Barrocas toda. Como meu espaço é novo, eu quero crescer ainda mais", pontuou.

E finalizando o nosso bate-papo, conheci algumas das diversas conquistas ao longo dos anos, Thayná  guarda a maioria dos troféus, conquistados com talento e dedicação. A tri-campeã baiana, já passou por fanfarras bastante conhecidas na Bahia e até mesmo fora do estado: "Todas essas conquistas são porque sou uma pessoa que não desiste, e com minha leveza e simplicidade, eu consegui tudo isso. Não querendo passar por cima de ninguém jamais, mas porque justamente sou uma pessoa muito dedicada. Fui campeã de várias fanfarras, campeã baiana pena Fanesc e pela Bamuca em Camaçari, e quando vim para cá eu queria continuar, aí foi que descobri a de Biritinga e participei de 4 concursos e ganhei em todos, e com a ginastica tive dois troféus no Ceará", relembrou.  

@ Nossa Voz - Por Ana Clara Santos / Colaborou Rubenilson Nogueira

Sem comentários:

Publicar um comentário