sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Barrocas: Presidente da Associação Comunitária da Lagoa Da Cruz, senhor Atonio Cardoso esclarece retirada de madeiras da Casa de Farinha

Atual presidente disse que a sua intenção é preservar o bem público. Fotos: Reprodução
Em contato com o JNV nesta sexta-feira (01), o presidente da associação, José Antonio Cardoso, afirmou que não houve a intenção de interromper o projeto, e disse que apenas buscou reorganizar o espaço para que pudesse também utilizar a casa de farinha na produção de beijus, segundo ele outro meio de gerar emprego e renda na comunidade. A possibilidade do interrupção do projeto, foi revelada pelo ex-presidente e fundador, Paulino Freitas (ver aqui).

"Jamais eu teria esse desejo de ver parar uma fábrica, ou algo semelhante. Ao contrário, se o projeto tem empregado famílias, mas que seja de forma adequada, que dê condição de trabalho para os funcionários. E que os funcionário jamais poderiam trabalhar na situação que eu encontrei a casa de farinha. Não tenho nenhuma intenção de prejudicar o trabalho de ninguém, e sim eu quero junto com o povo, desenvolver um trabalho digno, sincero e transparente..." afirmou o senhor José Antonio Cardoso atual Presidente da ACLC.

Ainda segundo o presidente, a organização do local foi com o objetivo de iniciar dois projetos; um para confecção de beijus, e outro para produção de rações: "Esse espaço é a casa de farinha comunitária. Dois meses atrás, após ser eleito presidente da associação, eu lancei um projeto onde nós iríamos reestruturar a casa de farinha, para produção de beijus e utilizar uma máquina que tem lá de moer ração, onde nós iríamos também passar a produzir ração", informou. Cardoso disse ainda que ao visitar o local foi surpreendido com a situação que lá encontrou: "...madeiras, resíduos de madeira, aonde deveriam ter um lugar adequado para ser armazenado e não dentro da casa de farinha, porque aquilo ali é uma casa de farinha e não um depósito de resíduos", lamentou.

Espaço da casa de farinha após a retirada da madeira - Foto: Reprodução
O presidente disse que, diante da situação, comunicou o presidente da ADELC, o senhor Genário, da intenção de organizar o espaço para que as demais atividades pudessem acontecer lá, e só agiu depois do seu consentimento: "Comuniquei ao presidente da ADELC, que é o Genário. Em conversa com ele, entramos em acordo, eu pedi para ele que liberasse pelo menos do meio para trás, metade, e ele utilizaria a outra metade, para que nós pudéssemos assim, da andamento do projeto da fabricação dos beijus e fazer a ração", segundo Cardoso, diante do que foi passado, Genário teria sugerido que retirasse logo todo o material.

O presidente afirmou ainda que as pessoas envolvidas no projeto não estão impedidas de trabalhar, inclusive segundo ele, as chaves da casa de farinha continuam com eles: "de forma alguma eles estão impedidos de trabalhar, a ponto que os funcionários deles tem as chaves da lá" informou. 

Antonio sugere a montagem de uma cobertura na parte externa da casa de farinha para que a madeira utilizada na confecção de sofás seja estocada de forma adequada.

@ Nossa Voz - Da Redação

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