terça-feira, 26 de maio de 2020

Barrocas: ABI e Sindicatos dos Radialistas da Bahia acompanham caso de perseguição ao Jornal A Nossa Voz

Da esquerda para direita: Jair Cezarinho, Rubenilson Nogueira,
Hércules Oliveira e Josafá Ramos.
Na segunda-feira (25), representantes da Associação Baiana de Imprensa, Sindicato de Radialistas da Bahia, entidades que defendem a livre manifestação do pensamento e a liberdade de expressão, afirmaram apoio e solidariedade ao Jornal a Nossa Voz, diante das constantes perseguições sofridas pelo Diretor Rubenilson Nogueira, por parte do Poder Público do município de Barrocas.

Para o presidente da Seccional Norte/Nordeste da ABI, Jair Cezarinho, o que acontece com o JNV, se assemelha ao cenário nacional: "Diante dos absurdos que estão acontecendo em Barrocas, que no cenário Brasil se repete em todas as instâncias, com agressões e perseguição aos profissionais da impressa, se você permite este tipo de situação, você está calando a voz do povo. Eu como representante da ABI, que defende a liberdade da imprensa, quero dizer que são absurdos o que está acontecendo aqui e trago a força das entidades que representam a imprensa e os radialistas da Bahia", afirmou em parte da sua fala para a Rádio A Nossa Voz. 

Hércules Oliveira, radialista e advogado que representou a ABI e os Sindicatos dos Radialistas de Feira de Santana e da Bahia, relatou que a forma como o poder público tem lidado com esta questão não é aceitável: "O Sindicato dos radialistas da Bahia e a Associação Baiana de Imprensa nos delegou vir a Barrocas neste dia para que conhecêssemos da perseguição ao Rubenilson Nogueira, pois a forma como o poder público está lidando com esta questão é totalmente ilícita", afirmou. 

Rubenilson Nogueira, recebeu também o apoio do radialista e vereador de Feira de Santana, que também é Sgt. da Policia Militar, Josafá Ramos, que se mostrou contra as arbitrariedades do gestor do município. Sobre o resultado das conversas o diretor destacou: "Um capítulo triste da história da comunicação em Barrocas. Vivemos dias de muita tensão desde o primeiro ofício que recebemos com prazo de 24 horas, mas principalmente com a insistência em algo absurdo que ao meu ver se confirma como uma tentativa de nos calar. Lamento tudo isso profundamente pois afetou não só a mim, mas a minha família e colaboradores. Mas o posicionamento dos representantes dos órgãos de imprensa mostrou outra vez que estávamos corretos no que vínhamos afirmando" declarou ao tempo que agradeceu aos colegas e a sociedade barroquense pelo apoio. 

O estudante de comunicação social Victor Santos, colaborador do Jornal a Nossa Voz, comentou que durante a vida acadêmica na Uneb, foi a primeira vez que presenciou tal exigência de um município: "Fico perplexo com o tamanho do abuso e perseguição a um veículo de comunicação, que tem um relacionamento com o povo e construiu ao longo dos 15 anos meios para a população ter voz, cobrar, elogiar e reivindicar o melhor para sua cidade", lamentou.

Em tempos difíceis no Brasil, a censura ou a perseguição 'encurrala' comunicadores e os expõe a situações constrangedoras no momento de hostilidade de apoiadores ou dos próprios chefes do executivo. O Blog do Jornal e a Rádio Web A Nossa Voz, voltaram às atividades plenas na manhã da segunda-feira (25), após cinco dias sem funcionar. 

@ Nossa Voz Da Redação

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