quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Barrocas: Prefeitura e APLB divergem sobre aumento de salários dos Professores


O encontro que aconteceu no auditório do Colégio Municipal de Barrocas na manhã desta quarta-feira (28), contou com a presença do Prefeito Municipal José Almir, Secretária de Educação Ana Clécia, Coordenador Regional do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado da Bahia (APLB), José Francisco, popular Thesco e profissionais da educação. 

A principal pauta levantada foi a atualização do piso salarial dos professores do Município. 

Conforme o Ministério da Educação (MEC) anunciou os salários dos professores devem ter aumento de 13,01%. O calculo previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008) que vincula o acréscimo ao percentual de aumento do valor anual mínimo por estudante, relativo aos anos iniciais do ensino fundamental. Se, por um lado, há a demanda de um piso cada vez maior, que garanta atratividade à carreira, por outro, há dificuldade, sobretudo dos municípios, na sustentação da remuneração.


Diante desse senário, o Prefeito José Almir, propôs a atualização de 6,4% para o piso do professor, porém, 6,61% abaixo do esperado pela classe.

Thesco afirmou que houve um impasse no debate sobre o piso salarial da classe; “Deixei bem claro na assembléia que nós não aceitaremos essa correção, porque ela foi baseada na inflação e não receberemos por ela, e sim pelo decreto Presidencial”. Ainda sobre o assunto o coordenador lamentou as percam salarial “Esse ano o governo apresentou 13.01%, nos anos anteriores nós vemos perdendo, chega de perder, somos uma categoria formadora de opinião e vamos lutar para que isso aconteça” frisou. 

O Profeito, José Almir apresentou e explicou o motivo do reajuste de apenas 6,4%; “Estamos começando agora o ano letivo e sentamos com a classe para dialogar os interesses da classe. Houve um levantamento do piso nacional e nosso município já atende e pagamos além do piso, apesar das quedas de receitas precisamos refletir quando houver aumento”. O Prefeito destacou as dificuldades; “Chegamos ao momento que as quedas de receita atingiram todos os municípios, se o município não conseguir chegar nos 13% vamos dialogar para chegar num número que fique bom para ambas as partes”. 

Segundo o site Educação UOL.com o piso salarial passou de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme valores informados no site do MEC. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451; em 2013, passou para R$ 1.567; e, em 2014 foi reajustado para R$ 1.697,39. O maior reajuste foi 22,22%, em 2012.

@ Nossa Voz - Com Informações EducaçãoUol.com - Por Victor Santos

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