sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Barroquense que vive em São Paulo e torce para o Vitória, promete vir à pé para a Bahia se o Leão escapar do rebaixamento

José é devoto de Santa Luzia e São Francisco de Assis - Foto: Reprodução
Devoto de Santa Luzia e São Francisco de Assis, o barroquense José de Oliveira, 55 anos, gerente predial, migrou para a São Paulo na década de 80, chagando no dia 3 de março 1984. Mesmo próximo de completar 35 anos vivendo na Capital Paulista, ele não deixou de torcer por uma equipe baiana, mas José anda preocupado com a situação do clube do coração, o Esporte Clube Vitória atualmente ocupa a penúltima posição da tabela do Campeonato Brasileiro. Na tentativa de salvar o time do rebaixamento, ele até fez uma promessa.

Questionado sobre como começou a torcer para o rubro negro baiano, José revelou: "Eu ouvia muito os jogos pelo rádio com meu pai, escutava os nomes dos jogadores do Vitória como Mário Sérgio, André Catimba, Osni, todos estes foram grandes jogadores da história, Campeões em 1972, então foi aí que nasceu a paixão" recordou.

José sabe que o momento é crítico, e pensando em ajudar ele fez uma promessa complicada se ser cumprida. Se o time baiano permanecer na elite do futebol brasileiro, virá de São Paulo até sua cidade natal, a pequena Barrocas no interior da Bahia, à pé: "Se o Vitória não cair, se salvar por um milagre, igual no ano passado que se salvou por causa de um gol, eu vou na Bahia e volto. Eu já falei com a minha esposa, vou comprar seis pares de tênis, três pra ir três para voltar" afirmou. Se o Vitória não cair, para vir e voltar ele caminhará cerca de 4 mil quilômetros. 

José de Oliveira um fiel torcedor do Vitória 
O barroquense não quer voltar a ver o time fora da série A, e se recorda que viajava pra longe para ver o time jogar: "Onde o Esporte Clube Vitória jogou eu fui ver meu Leão, nas série A, B e C. Enfrentei estradas, até 500 km de São Paulo para Varginha em Minas Gerais para ver o Leão enfrentar o Boa Esporte na série B. Foram 350 km para o jogo Vitória e Matonense pela série C" contou.

E dessas andanças José tem boas e não tão boas lembranças: "No último jogo de Neto Baiano, naquela boa fase dele, juntei uns amigos e fomos para São Caetano do Sul, assistir Vitória e Azulão. Nós perdemos na favela de Heliópolis, a maior favela de São Paulo, passamos maior apuros, mas pelo Vitória valeu a pena ver a despedida de Neto Baiano que estava indo para o Japão" relembrou.

Perguntado se ainda tinha esperança de que o time escape do rebaixamento, afirmou: "Esperança como torcedor temos sim, não podemos esquecer que ano passado escapamos da queda por causa de um gol do Curitiba. E não só esperança mas fé, eu tô até pensando em ir para Aparecida" revelou. 

A equipe baiana ocupa atualmente a 19ª posição com 36 pontos, terá apenas dois jogos pela frente, ambos muito difíceis. No domingo 25 recebe o Grêmio em casa, e fará o último jogo contra o atual líder da competição, o Palmeiras no dia 2 de dezembro em São Paulo. A Chapecoense, primeira equipe fora do Z4, tem 40 pontos.

E porque o clube está nessa situação? "Gastão, contratações equivocadas, falta de investimento na base que sempre foi o ponto forte do Vitória" afirmou o torcedor José de Oliveira.


@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

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