sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Motocross: Site Americano MX (Sergipe) destaca entrevista Exclusiva com piloto barroquense



ENTREVISTA EXCLUSIVA – PILOTO MATHEUS LAMA


Matheus de Queiroz Nogueira nasceu no dia 19 de julho de 1994. Filho de Valdevino Joaquim Nogueira e Maria Telma de Queiroz Nogueira, Matheus reside na cidade baiana de Barrocas.

Super piloto, determinado, focado e agressivo em cima de uma moto sendo ela nacional ou importada. De corpo magro e uma boa altura Matheus vem fazendo várias participações no estado de Sergipe, conseguindo vitorias e principalmente fazendo amizades e muitos fãs.

Assistir Matheus pela primeira vez na etapa do sergipano na Orla de Atalaia em Aracaju e percebi o talento do baiano, porém foi em Canindé e no ultimo fim de semana em Porto Real do Colégio que Matheus conseguiu mais vitórias.

É de um preparo físico impressionante, pois corre em até quatro categorias e sua tocada é a mesma desde a primeira até a última, mas a maior virtude que encontrei em Matheus foi sua simplicidade.

Conversando com ele e seu irmão antes da corrida de Porto Real do Colégio em Alagoas vi que seu talento e suas conquistas não subiram a cabeça, pois quando isso acontece é melhor parar de praticar o MotoCross.

Tenha a oportunidade de entrevistar o fenômeno baiano Matheus Lama.

AMERICANO MX – Você participou da 4ª etapa do sergipano em Aracaju e da 2ª etapa da Copa Sergipe em Canindé. O que achou das suas participações e da recepção do povo sergipano?

MATHEUS LAMA – São duas competições bem organizadas, sob a direção de pessoas que amam o MotoCross. Eu tive ótimos resultado nas provas até além das minhas expectativas, quanto ao povo sergipano, me receberam super bem por isso vou continuar competindo no estado e só tenho a agradecer a recepção e o carinho.

AMERICANO MX – Atualmente você é um piloto bem conhecido principalmente no nordeste mas voltando ao tempo como foi seu inicio no MotoCross.

MATHEUS LAMA – Tudo começou no Bicicross, onde competir por alguns anos, mas meu sonho mesmo era correr Motocross, foi quando o meu irmão Danilo que já corria, comprou uma 230cc ai comecei a treinar e veio a primeira competição onde conseguir um troféu e segui no esporte cada dia mais ficar apaixonado e me dedicar mais.

AMERICANO MX – Fale um pouco sobre o Campeonato Baiano e como é seu treinamento na cidade de Barrocas.

MATHEUS LAMA – Eu treino com moto de duas a três vezes por semana no Circuito DanyCross, com outros pilotos da nossa equipe, e faço três dias de academia, as vezes costumo pedalar também para ganhar resistência, claro conciliando tudo com o trabalho, é uma maratona mas vale a pena os esforços para representar minha cidade.

O Baiano é um bom campeonato, porém a FBM (Federação Baiana de Motociclismo) precisa abraçar mais os pilotos e assim também ter maior participação deles nas provas.

AMERICANO MX – Você anda em várias categorias das 230cc até as importadas. O que diferencia para você nessas categorias.

MATHEUS LAMA – Até o ano passado corria apenas nas categorias nacionais 230, este ano consegui comprar a CRF250, e iniciei na Importada. As importadas têm um motor mais forte e suspensões bem melhores, mesmo assim exigem muito preparo físico. As categorias nacionais requerem muita técnica e também controle.

AMERICANO MX – Você é um piloto que compete em vários estados do nordeste e deve ter gastos com viagens, alimentação e manutenção de motos. Quais seus patrocinadores que ajudam nas despesas.

MATHEUS LAMA – Esse ano venho com a Rede de Postos Brasil, Witech Suspensão, Tizil Moto Peças, Academia Mega Physicus, TR Disign, D’san Confecções, são estas empresas e além de amigos que me possibilitam viajar para as corridas.

AMERICANO MX – Nessa temporada, quais os campeonatos que esta competindo.

MATHEUS LAMA – Na Bahia estou disputando o Campeonato Baiano e a Copa Sisal com chances de ser campeão em ambas, também venho correndo algumas etapas de campeonatos em Sergipe e Alagoas, como a Copa Sergipe e o Treme Terra.

AMERICANO MX – Hoje você é ídolo para várias pessoas e pra você Matheus quais seus ídolos no MotoCross nacional e internacional.

MATHEUS LAMA – Admiro muito e mim inspiro na história do saudoso Swian Zanoni pelo que conquistou no MotoCross brasileiro. Internacionalmente gosto muito do Buba o cara anda demais é muito rápido e objetivo. No nordeste acompanho e torço pelo Rodrigo Lama que nos representa muito bem.

AMERICANO MX – Como todo esporte de contato o MotoCross tem seus acidentes, durante esse tempo no MotoCross já teve algum acidente sério e como aconteceu?

MATHEUS LAMA – Já sim, estava começando e vinha bem, cai num treino em nossa pista em uma seqüência de costelas e acabei quebrando a perna ficando um tempo fora do mx. Ano passado quando liderava o Baiano e a Copa Sisal na Nacional Pro, quebrei o braço, cheguei a ir para uma corrida só para pontuar, acabei tendo que me contentar com o vice campeonato nas duas competições.

AMERICANO MX – Deixo o espaço para suas considerações finais e agradeça a quem desejar. Fique a vontade.

MATHEUS LAMA – Quero agradecer a Deus por estar sempre me guiando e livrando do pior, agradecer a minha família e ao povo de Barrocas pelo carinho e apoio, a todos os meus patrocinadores que acreditam no meu potencial.

A você Americano pela oportunidade da entrevista e toda imprensa que cobre o MotoCross, pois nós pilotos aceleramos na pista, mas são vocês que contam para as pessoas as nossas façanhas e registram imagens perfeitas que quando vemos nem acreditamos que conseguimos fazer aquilo.

Obrigado a todos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conversando com Matheus e seu irmão perguntei sobre o sobrenome Lama se era uma homenagem a Rodrigo e ele como disse que é fã de Lama falou que quando criança praticava bicicross e chegava todo sujo de lama em sua casa e pegou o apelido e depois conciliou com Matheus Lama.

Impressionante como esse garoto anda, é de uma resistência física impressionante, quem já teve a oportunidade de assistir uma corrida de Matheus sabe do que estou falando, é adrenalina do começo ao fim da corrida.

Matheus ele é imprevisível em uma corrida pode não fazer uma boa largada, mas na posição que tiver ele parte pra cima, é de uma agressividade fora do comum, como esta iniciando precisa corrigir algumas “falhas”, mas com os treinamentos e com o tempo podem lembrar desse nome pois é um futuro certo do MotoCross do nordeste e brasileiro.

Acelera Matheus Lama #33.

Redação e Fotos: Americano MX – Entrevistas

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