quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Policia Militar cumpre mandado de reintegração de posse em Conjunto Habitacional do Minha Casa Minha Vida em Barrocas


Uma operação da Policia Militar da Bahia através das Companhia Independente de Policiamento Especializado na Caatinga (CIPE) e Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO), juntamente com militares do DPM de Barrocas retirou na manhã desta quinta-feira (17) cerca de 10 famílias que ainda viviam de maneira irregular nas dependências do Conjunto Habitacional Minha Casa Minha Vida 2, no município de Barrocas. 

A maioria das famílias que ocupavam o conjunto, saíram assim que tomaram conhecimento da liminar, por isso o numero bem menor, antes da decisão judicial, todas as 40 casas estavam ocupadas. 



A PM mobilizou cerca de 20 homens, e contou com apoio de seis viaturas, sendo quatro delas da (CIPE) conhecida como caatinga. A prefeitura entrou com dois caminhões caçamba e homens para ajudar na retirada dos pertences. Segundo a Secretária de Assistência Social, Elielma Chagas, quatro famílias receberam ajuda através do aluguel social no período de 3 a 6 meses, ou até conseguirem uma residência. 


A prefeitura também cedeu um galpão para que os pertences dos moradores permaneçam em segurança até que conseguiam um local para guardar. No local existia a presença de crianças, três representantes do conselho tutelar supervisionaram as casas dando suporte, segundo informações na primeira apuração, viviam cerca de 100 crianças no local, depois da liminar o número caiu, e não se tem a informação de quantos atualmente viviam por lá.


Além das Caçambas, caminhonetes e carroças foram utilizadas no trasporte dos pertences das famílias.
Emocionada a Sr. Maria Anatildes, 64 anos, moradora do povoado de Riacho Grande, acompanhava a desocupação que aconteceu pacificamente, agora ele  terá novamente a companhia da sua filha em sua residencia, pois a filha precisou sair da casa onde estava vivendo; "Agora ela (filha)  volta pra casa, e depois vai procurar uma casa pra alugar, vi tudo isso e fiquei muito emocionada, passei alguns dias com ela e vi o sofrimento vivendo sem água, luz, banheiro e esgoto" lamentou. 



Eliene de Jesus Oliveira, 26 anos, mãe de Stefane de 5 anos que sofre de problemas cardíacos também diz não ter local para morar; "Não tenho pra onde ir não, daqui vamos pro galpão da prefeitura e de lá vou ficar com minha filha que vai passar por uma cirurgia, e não temos nenhuma posição de como vamos ficar" relatou.  

Acompanhada da Psicóloga e uma Assistente Social, a Secretária Municipal de Assistencial Social Elielma Chagas conversou com moradores, e conseguiu três alugueis sociais no valor de R$ 150,00 à R$ 200,00 reais para famílias identificadas sem condição de pagar o aluguel;  “O aluguel social é de 3 a 6 meses, caso o aluguel acabe e não tenha consigo estruturar a família vamos estar procurando outros meios. Nós já tínhamos vindo aqui, conversado com as famílias, procuramos as que viviam em estado de vulnerabilidade e buscamos providencias" afirmou Elielma. 


Sargento Gutemberg conversa conversa com moradores
Com a reintegração totalmente concluída a empresa tem até 48 horas para retomar os trabalhos e concluir as casas para então serem entregue as famílias contempladas, foi o que garantiu o Secretário Municipal de Obras e Infraestrutura José Queiroz; “Um sócio da empresa mandará um advogado da empresa, para que no prazo de 48 horas a obra seja retomada. O prazo final ainda não é certo, vamos entrar em acordo com a empresa pra definir" explicou. 


De acordo como o Capitão da Companhia de Emprego Tático Operacional, Santos Lopes, a operação ocorreu de maneira pacifica e não precisou do emprego da força para que as famílias abandonassem as casas; "A principio não houve obstáculos aqui, foram em torno de 10 famílias, e não encontramos resistência até porque o pessoal teve acompanhamento do Conselho Tutelar, Ministério Público, representantes dos moradores dentro outros órgãos, todas as reuniões pacificas e combinou com  a ação de hoje" pontuou. 

Antes mesmo de partirem para o Conjunto Habitacional, os militares se reuniram em frente a Igreja católica, no local o comando informou que não era necessário o emprego da força, que tudo deveria acontecer de melhor maneira possível, como acabou acontecendo.



Agora a expectativa das famílias cadastradas é tão logo poder receber a chave da casa própria, a ansiedade e a necessidade é grande, mas ao menos o temor de perder aquelo que havia conquistado através do programa Federal Minha Casa Minha Vida 2 por hora já passou.
@ Nossa Voz - Por Victor Santos / Redação

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