sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Barrocas: Moradores do povoado do Rosário sofreram por mais de 72 horas sem energia elétrica

Casal de aposentados relataram os transtornos pela falta da enrgia
Grande parte dos moradores do povoado do Rosário, distante 6 km da sede do município de Barrocas, ficaram sem energia elétrica desde a segundo-feira (04), foram mais de 72 horas de blecaute, só nesta sexta-feira (08), depois de muitos transtornos e protestos o problema foi enfim resolvido.

Tudo começou após a primeira chuva na segunda-feira (4), a Coelba demorou demais para resolver o problema, equipes foram enviadas ao povoado mas não resolvia a situação. Famílias relatam perda de alimentos e comerciantes lamentam a diminuição nas vendas e calculam os prejuízos. 

Apenas uma pequena parte do povoado, 'alimentada' por outra rede de distribuição continuou com energia, a maioria dos moradores passou por momentos difíceis neste início de ano.


Ao perceberem a presença da equipe da Coelba, moradores cobraram uma solução.
Na manhã desta sexta-feira, a distribuição de energia ainda não havia sido restabelecida, ouvimos diversos relatos dos moradores. O casal de aposentados, Saturnino Antônio Pereira, 64, e Almerinda Nascimento Pereira, de 63 anos, contaram que no período da noite a solução foi fazer como no passado, quando moravam na Fazenda Itapororoca, 'acender as velas e esperarem a noite passar e o dia clarear'. O aposentado que trabalhou no motor do sisal teve parte da visão de um dos olhos comprometida e no período da noite sofre ao caminhar pela casa  com pouca luz. 

Dona Almerinda precisou voltar ao comércio mais próximo para comprar velas, foram dois pacotes gastos nos últimos três dias; "estamos usando velas pra num ficar no escuro e perdendo comida sem geladeira, ainda hoje joguei um arroz fora, o feijão que cozinhei para três dias vai estragar junto com a carne se a energia não chegar" lamentou a aposentada.


O carpinteiro Marcos Santana da Mota, de 35 anos, mora com mais quatro pessoas em sua residência, segundo ele a geladeira que conservava a carne apenas está servindo para armazenar água e alguns alimentos. A carne comprada para ser consumida durante a semana pela família teve que ser descartada para os animais. 

"Hoje joguei a carne para os cachorros, além de outras coisas que estragou como arroz que seria para o almoço" relatou o carpinteiro. 

De acordo com moradores equipe da Coelba estiveram três vezes no povoado, analisaram a situação porém não resolveu sob justificativa da falta de material. Um jovem que teria ligado na manhã desta sexta-feira foi informado que o órgão recebeu grande número de pedidos de outras localidade e esta resolvendo gradualmente devida a grande demanda. 



Para não perder a carne, a Sr. Albertina de Oliveira Pereira, 46 anos caminha aproximadamente 150 metros com a ajuda de uma bacia até a geladeira da residencia da sua irmã, que é uma das casas do povoado que fazem parte de outra rede de distribuição da energia elétrica. "Foi o jeito fazer isso, ou iria perder a a carne da semana" explicou. 

Moradora a mais de 25 anos no povoado, vive pela primeira vez a falta de energia por mais de 72h, e lamenta que até para a carga do celular ou usar o liquidificador ela precisa recorrer às casa onde há energia; "Para quem tem menino pequeno é pior ainda de noite, sem a vela e a lanterna fica difícil".  


Prejuízos para os comerciantes
Na Rua da Baraúna, o Mercadinho A e E Vitória que vende diversos de tipo de gêneros alimentícios teve parte da venda comprometida, o freezer do estabelecimento fica desligado e toda mercadoria de frios foi levada para a sede; "Tudo do freezer foi pra Barrocas, para não estragar aqui" contou a funcionária. 



Já passava do meio dia quando o Vereador José Inácio, morador do Povoado, entrou em contato informando do restabelecimento da energia; "A situação foi complicada, mas graças a Deus já foi normalizado, infelizmente não dependia da gente, eu cobrei várias vezes foi em Serrinha na Gerência mas a Coelba não resolvia" relatou. José Inácio estava em Feira de Santana para falar com a Gerência da Colba e cobrar uma solução, segundo ele decidiu ir à Feira depois de recorrer a Gerência de Serrinha e não ter o problema do povoado do Rosário e circunvizinhos resolvido.


@ Nossa Voz - Por Victor Santos

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