quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O que seria do Futebol barroquense sem Ednei Francisco, um mestre na recuperação de bolas


Na Edição 94  do Jornal A Nossa Voz Impresso, que circulou em Agosto, um texto do repórter Victor Santos, contou um pouco da história do barroquense Ednei Francisco Pereira, 33 anos, pelo seu profissionalismo, decidimos publicar a matéria reeditada, vale a pena ler.
De ajudante a dono do seu próprio negócio

Morador da Av. CVRD, a conhecida Vila, no município de Barrocas, Ednei cresceu ajudando sua família na roça, capinando e limpando a plantação. A cerca de 10 anos observando os amigos Dadal e Beto costurar bolas decidiu ajudá-los, em pouco tempo aprendeu as técnicas, logo começou a trabalhar para si próprio, hoje é sapateiro, tem sua barbearia e cola bolas, trabalho que ele realiza como ninguém, por isso é procurado por dirigentes esportivos e donos de campos de futebol de toda região.

Segundo Ednei, na atividade de costurar bolas é fundamentar ter bastante atenção e cuidados especiais, princialmente com o espinho que furou o isolamento de couro e atingiu a câmara de ar; “às vezes você acha o furo, cola e quando costura ela seca de novo, porque qualquer pedaço pequeno de espinho não encontrado fura a câmara outra vez”. 

O profissional revelou que o grande vilão das bolas é o espinho de mandacaru, em seguida vem o espinho de sisal. Para recuperar a bola, a primeira etapa do trabalho é identificar um bom local, em seguida com ajuda de uma faca os pontos da costura são abertos; “seco toda a bola, procuro pelos espinhos que a furaram, novamente ela tem que ser cheia, dentro do balde de água eu procurar melhor os furos”. Os remendos e retalhos, cola, linha encerada e agulha de chapéu necessários para o serviço, o popular Nei adquire no comércio local. 

Em todo o processo, são gastos cerca de 30 minutos, entre abrir, fechar e colar uma bola. O preço da manutenção custa R$ 9,00 independente do total de furos encontrado. Em média de 15 a 20 pelotas passam pelas mãos de Ednei a cada mês.



Em conversa com nossa reportagem registramos as bolas do time da Santa Rosa, Brasileiro e da atual campeão do Campeonato Rural edição 2015, o Cristal, sendo coladas.

O profissional revelou que a bola que apresenta mais dificuldade é a do futsal, por ter espumas dentro da câmara de ar; “tem as bolas de campo e society que faço mais rápido, agora a de quadra é um pouco mais complicada porque tem espuma grossa dentro”.

Quando o movimento com as bolas diminui, Ednei não fica parado, pois ele tembém é barbeiro, o local construído ao lado da sua residência é frequentada por muitas pessoas que acreditam e confiam no trabalho, o corte fica em torno de R$ 10,00 e pra complementar a renda da família Nei ainda costura chuteiras, futsal e sandálias. 

Sobre as profissões ele diz que nasceu para trabalhar nesse ramo; “Já fui no trecho, mas minha profissão é essa, gosto muito, aqui me sinto muito bem”, afirmou sorridente.


 @ Nossa Voz - Da Redação por Victor Santos

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