terça-feira, 11 de agosto de 2020

Reportagem da Rede Record revela condições precárias de trabalhadores do Sisal em Barrocas e região

Imagens Reprodução TV Record
A Reportagem Investigativa da Rede Record, acompanhou a realidade das famílias que trabalham nas plantações do sisal no Nordeste da Bahia. Como pauta principal, as condições precárias de trabalhadores e trabalhadoras, denunciando os riscos de acidentes sérios a troco de salários baixíssimos, revelando também que o município de Barrocas no Território do Sisal tem uma taxa de ocupação da população residente menor que 11%, conforme dados do IBGE.

Utilizando os dados de 2018, no ultimo senso demográfico, a Rede Record revelou que o apenas 10,8% da população barroquense tem ocupação registrada. Parte destes trabalhadores se concentram nos campos de sisal, labutando no motor sem garantias trabalhistas na produção da fibra da planta que é considerada o ouro verde do sertão.  

Imagem Reprodução TV Record
A maioria dos trabalhadores do sisal iniciaram a atividade já na infância, sem opção de estudo, muitos pais são obrigados a levar os filhos ainda bem pequenos para as plantações de sisal, para ajudar a aumentar a renda da família no final do mês e tentar escapar da miséria, o que nem sempre ocorre, como mostrou a reportagem.

Jailton Ferreira, 43 anos é resideiro e vive uma triste e exaustiva realidade no motor de sisal. Aos 17 anos sofreu um grave acidente durante o trabalho. Hoje mutilado, perdeu parte do braço no motor e mesmo assim tem que continuar trabalhando nos campos de sisal.

Imagem Reprodução TV Record
O dinheiro que ganha é pouco, Jailton revelou receber R$ 120,00 por semana, na função de resideiro. No final do mês, mesmo trabalhando todos os dias mal consegue atingir metade de um salário minimo. A residência onde vive é simples, de poucos cômodos, mas este é o único trabalho para conseguir sobreviver e sustentar o lar, pois teve em vários momentos a aposentadoria negada. 

A reportagem da Record conta também a história de Valmir Ferreira, irmão de Jailton, que substituiu o irmão após a amputação. Mesmo correndo o risco de um acidente, a falta de oportunidade obriga Valmir a trabalhar nos campos de sisal: "por aqui é o único recurso que tem da gente ganhar um dinheireinho, da gente fazer a feira toda semana, aí a gente tem que encarar", relatou.

Trabalhadores moram no Povoado de Malhada da Onça na divisa entre Barrocas e Serrinha, região de Ipoeira

O dinheiro que ele recebe tem sempre o mesmo destino: sustentar a casa e comprar tudo que a precisa para sobreviver. Valmir é o cevador, profissão de mais risco no motor, pois está em contato com 'guilhotina' que puxa a folha da planta e em qualquer descuido puxa também a mão.

A Reportagem completa está disponível no Rede Record investigação e foi ao ar na quinta-feira (5) para todo território nacional. Assista o trecho com os trabalhadores (clique aqui). 

Da Redação - Por Victor Santos

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