sexta-feira, 6 de maio de 2016

Barrocas: Manifestantes voltam à Câmara de Vereadores e cobram aumento na suplementação

Plenário ficou lotado
Com plenário tomado pelos manifestantes, vereadores a favor e contra os atuais 4% de suplementação, discusaram e opinaram sobre o projeto, o Edil José Santiago (Nitinho - DEM) pediu vista e a votação só deverá acontecerá em 15 dias. 

Na sessão da quinta-feira (5), vereadores voltaram a debater o aumento na suplementação solicitado pelo poder executivo. A câmara protocolou o projeto de 3% e parte do público manisfestante que novamente, segurava nas mãos placas e cartazes, se mostraram decepcionadas com o baixo valor apresentado, os que sustem proposta foram vaiados. Servidores municipais e  Secretárias (Educação e Assistência Social) participaram da sessão. 

Nos discursos houve momentos tensos, com acusações entre vereadores. 
A votação do projeto de autorização para abertura de créditos adicionais suplementares de 3% foi adiada em virtude do pedido de vista acatado pelo presidente Antonio Lima (DEM) que adiou para até 15 dias a votação do projeto protocolado pelos vereadores da oposição ligado ao grupo Barrocas Livre. 

Em seu discurso o vereador Gerinaldo Moreira (PT) afirmou que durante a semana procurou as secretárias de Administração e Finanças e Saúde, e relatou que o município sem a suplementação quase não funciona, e que o projeto apresentado de 12% reduzido para 3%, Gerinaldo declarou que em caso de votação ele se ausentaria de votar, sendo contra. Não deixando claro de quem se tratava, o petista falou de políticos que atuavam com empresas fantasmas concorrendo em licitações no município, e que discursavam contra corrupção.

Adelson da Saúde (PT) diz que não foi chamado para discutir o novo projeto de 3% e que a população é quem mais necessita de receita em conta para o município funcionar;"sem recurso em conta, tanto funcionários como fornecedores ficam sem receber" disse. Em dado momento do seu discurso o petista disse que na Câmara haviam pessoas que tinham telhado de vidro e ainda queriam atirar pedra nos outros.

Cartazes expostos pelos manifestantes
José Inácio (PR) novamente falou da necessidade da suplementação em caráter de urgência, alegando que o município fica engessado em um momento que o país vive uma crise econômica e politica. Kekeu de Dãozinho (PR) criticou a a alteração do projeto apresentado de 3% de suplementação, em suas palavras pediu aos colegas da casa consciência em observar as cobranças da população que vieram a casa acompanhar a votação. Relatou ainda que também não foi chamado para discutir o projeto e que caso aprovado, em menos de 60 dias a câmara passaria pelo mesmo processo e o povo voltaria a casa. 
José Santiago pediu vista no processo.
O vereador Nitinho da Ladeira (DEM) disse que Barrocas vive um momento de reflexão, pediu paz aos vereadores e comentou que algumas secretarias municipais podem ter mais autonomia para funcionar. João Luiz Damião (Dudinha - DEM) afirmou que 3% está de 'bom tamanho' e que a lei orgânica precisa ser respeitada. O vereador alegou que o Prefeito José Almir já pediu suplementação para obras de pavimentação, e sitou como exemplo o Povoado de Minação, onde segundo ele nunca foi concluído os trabalhos. 

Waldir Ferreira (PMDB) explicou para onde o recurso aprovado na LOA (Lei orçamentária Anual) deveria ser aplicado. Trouxe supostas 'notas frias'  declarou que o gestor teria gasto recurso público em roçagem de estrada, capina de calçamento, polda de pés de mangueira e castanha do pará. Disse que seria contra aprovar recurso sem a especificação em onde seria aplicado. Miguel Carvalho (PMDB) disse que os 12% solicitado pelo gestor e os 3% apresentado pela Câmara não altera o orçamento, segundo ele enquanto a equipe da prefeitura não apresentar de onde será removido e alocado o recurso, se fosse aproado o projeto de aumento os vereadores estariam assinando um 'cheque em branco' sem saber em que área o gestor aplicaria o dinheiro. 

Vereador Waldir eleito na base aliada do Prefeito, está na oposição.
Antes da sessão encerrar, Nitinho da Ladeira justificou o pedido de vista do projeto, alegando ausência de um parecer técnico, o Presidente Antonio acatou e anunciou a solicitação do colega. 

A sessão teve momentos de tensão, Miguel Carvalho, Antonio Carlos, Gerinaldo Moreira e José Eclécio fizeram um debate acirrado durante seus pronunciamentos. A platéia aplaudia e vaiava os discursos, enquanto a presidência lutava para manter a ordem e a continuidade da sessão. 
Um dos cartazes chamava o presidente da Câmara de Cruel; "Presidente Cruel" 
Por fim o Presidente Antonio Calos Lima Ferreira, o popular Antonio da Loja, mesmo sendo muito vaiado reforçou as palavras dos colegas da oposição, para ele, aprovar sem parecer técnico ou especificando onde e como o dinheiro público do município iria ser aplicado, seria o mesmo que da um cheque em branco para a gestão, que segundo ele faz mal uso do recurso da população. 

Caso não haja mudanças, segundo pessoas que coordenavam a manifestação novos protestos acontecerão. Segundo um fonte, serviços públicos essenciais poderão ser interrompidos nos próximos dias.
@ Nossa Voz - Por Victor Santos

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