quinta-feira, 4 de junho de 2020

Pandemia e Comportamento - Por Ricardo Dantas e Luís Cláudio

Luís Cláudio e Ricardo Dantas.
 Foto: Arquivo pessoal
 
O primeiro caso da pandemia pelo novo corona vírus, SARS-CoV2, foi identificado em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro do último ano. 

Num primeiro momento do surto, a doença confundiu os especialistas, o que parecia uma gripe comum, logo demonstrou uma capacidade exponencial de propagação e pior, um número expressivo de casos potencialmente letais. No início um grupo específico foi classificado como "DE RISCO". Em paralelo, o número de infectados e populações afetadas, exige a classificação de epidemia e rapidamente evolui para PANDEMIA ( 11 de março de 2020). 

É a primeira grande crise de saúde, em proporções globais. No entanto, não surge sem sinalização prévia. Uma sequência de eventos epidemiológicos acontecera, no entanto foram ignorados.

Existe uma relação entre surtos como os da dengue, chikungunya, corona vírus e diversas variações. Em comum, a atividade humana e o meio ambiente.

Longe de ser uma "ENTIDADE MALIGNA" os vírus são seres muito mais adaptáveis do que nós, humanos. Inclusive, parte importante de nosso DNA foi "reescrito" pelo contato com estes seres, proporcionando adaptação necessária à nossa espécie. Uma observação é necessária, apesar de modificarmos o meio para podermos existir e exercer nossas atividades, ficamos atônitos ao perceber que, apesar de todo esforço de impor nossas necessidades, modificar o ambiente, fomos incapazes de interpretar a sinalização do ambiente.

Isto sim chama a atenção.

A espécie dominante foi incapaz de entender os sinais de que o planeta é um organismo vivo e complexo, em que a simbiose é essencial. Tal qual o corpo humano não sobrevive com um rim (ou qualquer outro órgão) deficiente, o planeta é composto por uma infinidade muito mais complexa de "órgãos", que só irão cumprir seu papel quando eficientes.

Não é mero acaso a realidade atual. É fruto, é resultado matemático da falta de percepção coletiva, e, portanto, individual. 

Um formigueiro existe dentro do contexto de "consciência" de seu papel, de sua função dentro do meio. Nossa espécie desconsidera seu papel, apesar de se rotular como únicos seres conscientes no planeta. Trágica ironia.

Ricardo Dantas Serra - Bacharel em Arquitetura e Urbanismo (Unisanta - SP), 
conhecedor da teoria do Inconsciente Coletivo de Carl Jung e Estudos Sobre o Universo e Vida Inteligente. 

Luís Cláudio Mascarenhas - graduado em Letras (Uneb-Campus XIV), 
Pós-graduado em Estudos Linguísticos, Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Marketing Digital.

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